Eliana Assumpção

Fabio Rabin e Daniel Zukerman falaram sério sobre limites do humor 

Junte os humoristas Fabio Rabin e Daniel Zukerman e acrescente a animação do apresentador Benjamin Back. O resultado é uma conversa descontraída e divertida. Os dois humoristas estiveram no segundo dia da 52 Convenção da CONIB, na quarta (24), no auditório da CONIB, com transmissão pelo canal da instituição no YouTube. Apesar da informalidade, o bate-papo também foi sério.  Eles falaram sobre influências, se há limites para o humor, e atuação nas redes sociais.

Rabin e Zukerman contaram que têm em comum a influência do comediante norte-americano Jerry Seinfeld. Mas, Zukerman destaca também a veia judaica que se tem em casa, as brincadeiras familiaresr como uma fonte constante de referências. “Tem essa brincadeira entre a gente, que vem da mãe judia, da nossa cultura”, ele acredita. E acrescenta “A gente precisa saber brincar com a gente”.

E qual seria o limite para fazer humor. Zukerman explica que precisa se levar em conta o contexto. Onde a piada vai ser feita. Uma coisa é uma piada feita em um teatro. Outra coisa, se ela é feita em um espaço público, por exemplo. “Tem um limite, a gente tem que ter bom-senso”. Para Rabin, “não existe limite para o humor, pelo amor de Deus não faça isso. Assim como não tem limite para o terror, para o drama, é um gênero, não é a opinião de uma pessoa”. Mas ele ressalta: “Agora, algumas pessoas se apropriam disso para fazer discurso de ódio”.

Neste campo, Zukerman diz que quando você recebe um comentário antissemita, não se deve compartilhar o conteúdo. “Quando você compartilha, você tira de contexto e muitas vezes acaba justamente colocando a mensagem antissemita. Tem uma responsabilidade”.  Ele também disse que muitas vezes, uma conversa com o autor do comentário, é importante. “Tem antissemitismo. Por outro lado, todo mundo tem um baita de um respeito pelos judeus. É no diálogo, é na comunicação que se deve ir.”