Funcionário da ONU: ministro das Relações Exteriores está tentando segurar a anexação de assentamentos

O ministro das Relações Exteriores e membro do Azul e Branco Gabi Ashkenazi supostamente está tentando interromper a proposta de anexação de assentamentos na Cisjordânia, de acordo com uma autoridade não identificada das Nações Unidas (ONU), conforme noticiado pela Rádio do Exército na terça-feira.

A reportagem observou que Ashkenazi é supostamente incapaz de encontrar uma única razão benéfica para anexar assentamentos judaicos na Cisjordânia, e foi alegado pelo funcionário da ONU que o ministro das Relações Exteriores está se movendo nos bastidores para interromper a anexação, em vez de expressar publicamente seus pontos de vista sobre o assunto em oposição ao primeiro-ministro alternativo e líder do Azul e Branco Benny Gantz sobre o assunto.

O relato também notou que Ashkenazi expressou suas reservas com base em que a anexação unilateral proposta é insustentável e potencialmente irresponsável, e qualquer anexação deve ser feita em coordenação com os Estados Unidos, além dos países árabes vizinhos e dos palestinos dentro da estrutura de um acordo abrangente sobre questões centrais.

O Major-General Amos Gilad, ex-chefe do Departamento de Pesquisa da Direção de Inteligência Militar das IDFs, também expressou suas reservas quanto à sabedoria de uma anexação unilateral de assentamentos judaicos na Cisjordânia em uma entrevista à Rádio do Exército, onde ele disse que custará dezenas de bilhões, além de enfraquecer os laços entre os estados do Golfo e Israel após a crescente influência iraniana no Oriente Médio.

O relato ocorre em meio a disputas internas entre o Likud e o Azul e Branco sobre o plano de anexação, com alguns ministros da direita alegando que deixaria o assentamento judaico isolado se for feito em fases, enquanto os ministros da esquerda acreditam que pode arriscar as relações de Israel com a comunidade internacional e a estabilidade da Autoridade Palestina.