Gantz propõe às potências a adoção de ‘plano B’ para deter o Irã em suas ambições nucleares 

O Irã está a dois meses de ter a capacidade de produzir armas nucleares, alertou o ministro da Defesa, Benny Gantz, ao apelar à comunidade internacional para criar um novo plano de prevenção que não seja a retomada do acordo de 2015 com o país, segundo matéria de Tovah Lazaroff, no Jerusalem Post.
“A comunidade internacional deve construir um ‘Plano B’ viável para deter o Irã em seu caminho para uma arma nuclear”, disse Gantz em uma reunião com 60 embaixadores em Tel Aviv,
Ele falou apenas um dia antes de o primeiro-ministro Naftali Bennett apresentar esse plano alternativo ao presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca nesta quinta-feira.
Biden tem se posicionado a favor de retornar ao Plano de Ação Conjunto Global de 2015, projetado para conter as ambições nucleares do Irã, do qual os EUA se retiraram em 2018.
As negociações indiretas mediadas pela União Europeia estão interrompidas desde antes da posse do novo presidente do Irã, Ebrahim Raisi.
“Não sabemos se o regime iraniano estará disposto a assinar um acordo e voltar à mesa de negociações e a comunidade internacional deve construir um ‘Plano B’ viável capaz de deter o Irã em seu caminho em direção a uma arma nuclear”, Gantz disse.
“O objetivo é chegar a um acordo mais longo, mais forte e mais amplo do que o anterior”, disse Gantz. Mas ele não descartou a possibilidade de uma ação militar, se necessário. “O Estado de Israel tem os meios para agir e não hesitará em fazê-lo – não descarto a possibilidade de Israel ter que agir no futuro para evitar um Irã nuclear”, disse Gantz.
No momento, disse ele, a “ameaça iraniana é baseada em terra”, com Teerã operando “através de seus representantes no Iraque, Iêmen, Síria, Líbano e Gaza”. Com relação à ameaça aérea do Irã, Gantz disse que “o Irã está empregando UAVs (drones) e mísseis teleguiados e em ações no mar, atrapalhando o comércio internacional. O Irã também trabalha no ciberespaço”, concluiu o ministro.