Rosh HaShaná, o Ano Novo judaico

Rosh HaShaná, o Ano Novo judaico, celebra a criação do mundo e da humanidade. A festa não comemora algum acontecimento específico do povo judeu, mas a unidade da raça humana.

A celebração mostra que, mesmo com todas as diferenças entre os povos, a paz é possível.

A liberdade é um bem supremo do indivíduo e da humanidade. Se o homem é livre, também é responsável. O Ano Novo judaico é marcado pela reflexão sobre os atos passados, para ponderar se a liberdade foi exercida de forma responsável, e sobre como será usada no futuro.

O som do shofar, um instrumento feito do chifre de carneiro e tocado em ocasiões solenes, representa a liberdade e a redenção. Segundo a tradição judaica, o shofar será tocado na chegada do Messias, que trará com ele a paz e a redenção universal.

Os dez dias entre Rosh HaShaná e Iom Kipur, o Dia do Perdão, são chamados de Iamim Noraim (dias temíveis). Nesse período, deve-se continuar o balanço dos atos passados, iniciado em Rosh HaShaná, e comprometer-se com o arrependimento. Iom Kipur é o ápice deste processo: o indivíduo se priva de alimentos e prazeres físicos, para que possa se conectar de forma mais intensa com sua dimensão espiritual, e pede o perdão pelos pecados cometidos.

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