Grupo de advogados denuncia Roberto Jefferson à polícia por preconceito contra judeus

Em parceria com a Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Alerj, os advogados Ricardo Brajterman, Daniel Vargas e Maíra Fernandes criaram o grupo ‘Cala a boca nunca mais’, como forma de lutar contra a intolerância, o discurso de ódio, o preconceito e a censura.

Pois o primeiro caso do grupo já está em andamento. Foi protocolada uma notícia-crime contra Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, por ter feito uma postagem dizendo que “judeus comem criancinhas”. O caso será apurado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, no Rio.

A tendência é que mais movimentos semelhantes de advogados venham a nascer. Como se sabe, o youtuber Felipe Neto idealizou ‘Cala a boca já morreu’, que une quatro escritórios de advocacia do país contra as ações do governo para censurar opositores.

A Conib já havia havia denunciado o caso afirmando: “A postagem caracteriza crime de racismo, com aumento de pena pelo fato de ter sido praticado por intermédio de rede social. Todas as evidências do ilícito e dos comentários de seguidores, que também podem ser caracterizados como crime, foram preservados para investigação criminal”. A Conib também comunicou o fato ao Instagram para a remoção da postagem e punição do perfil. “Todo crime de racismo é repugnante e deve ser punido com o máximo rigor da lei. A história já nos mostrou, da forma mais dura e bárbara, como o racismo e o discurso de ódio são responsáveis pelos episódios mais terríveis da humanidade”.

Foto: PTB Nacional