Guerra dos Seis Dias completa 53 anos

A Guerra dos Seis Dias, chamada pelos árabes de “Guerra de Junho” ou “Terceira Guerra Árabe-israelense”, ocorreu entre os dias 5 e 10 de junho de 1967 e envolveu Israel e os países árabes – Síria, Egito, Jordânia e Iraque apoiados pelo Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.

Como vencedor, Israel incorporou áreas da Península do Sinai, da Faixa de Gaza, Cisjordânia, as Colinas de Golã e a área oriental da cidade de Jerusalém.

O conflito foi consequência do crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, o que levou ambos os lados a mobilizarem as suas forças. O conflito de fato se iniciou quando a força aérea israelense lançou um ataque preventivo contra as bases da força aérea egípcia no Sinai (Operação Foco). Se os países árabes realmente estavam se mobilizando para avançar contra os israelenses ou se suas preparações eram meras medidas defensivas, ainda é assunto de debates e controvérsia até os dias atuais.

O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7:45 da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta decolasse suas aeronaves e causando danos às pistas de pouso, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações. Ao mesmo tempo, forças terrestres israelenses investiam contra a Faixa de Gaza e a península do Sinai. A Jordânia abriu fogo em Jerusalém, e a Síria interveio no conflito depois de ser atacada. Israel respondeu à mobilização desses dois países e enviou tropas contra eles.

Desde a criação do Estado de Israel, em 1948, os estados árabes vizinhos ameaçavam acabar com o recém-fundado estado judeu e a tensão era constante.

A justificativa para o conflito foi a antecipação a uma possível invasão árabe. O ataque seria uma resposta preventiva à ofensiva ocorrida no dia 14 de maio, aniversário da fundação de Israel.

Apesar de querer evitar combater em três frentes de batalha, Israel se viu atacado por Egito, Síria e Jordânia. Primeiro, aviões sírios invadiram o espaço aéreo israelense e foram abatidos.

O Egito concentrou tropas na fronteira com a Síria em uma clara demonstração de insatisfação com a presença do Estado judeu na região.

Além do deslocamento das tropas, o Egito bloqueou o estreito de Tiran, no Mar Vermelho, o que impedia o acesso israelense ao Oceano Índico.

Assim, no dia 6 de junho, a Aeronáutica israelense atacou o Egito com seus aviões e conseguiu destruir as aeronaves e aeroportos militares em apenas 8 horas.

Em Jerusalém Oriental, dominada pelos jordanianos, houve três dias de combates, com a vitória dos israelenses conquistando essa parte da cidade.

Após quatro dias dessa ação, a Síria concentrou seus exércitos nas colinas de Golã. As tropas dos países árabes foram dizimadas em poucas horas após o primeiro ataque, iniciado por Israel.

Embora também tenham respondido aos ataques, os exércitos árabes não foram capazes de reagir diante da superioridade bélica de Israel.

No dia 7 de junho, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) pediu o cessar-fogo, que foi imediatamente aceito por Israel e Jordânia. O Egito aceitou no dia seguinte e a Síria o fez no dia 10 de junho.

Em 1945, os países árabes haviam feito uma aliança entre si, a Liga Árabe, onde se afirmava se Israel atacasse algum país árabe como Egito, Síria, Líbano e Jordânia, etc. todos deveriam revidar a ofensa.

Igualmente, o Egito governado por Gamal Abdel Nasser (1918-1970), preparava-se militarmente para atacar o Estado de Israel. Para aumentar a tensão regional, em 1964 foi criada a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), entidade que seria responsável por conduzir a política dos territórios palestinos.

Além disso, o Egito expulsou as tropas das Nações Unidas, os capacetes-azuis, da Península do Sinai, fazendo com que as Forças Armadas israelenses se preparassem para um possível ataque.