Inaugurado em Foz do Iguaçu, Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof), vai combater tráfico de drogas e de armas e terrorismo

Com a presença do ministro Sergio Moro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugurou nesta segunda (16), em Foz do Iguaçu (PR), o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof). Construído com o apoio da empresa binacional Itaipu e do governo do Paraná, o centro é apontado pelo ministério como “estratégico” no enfrentamento ao crime organizado, como o tráfico de drogas e de armas e o financiamento ao terrorismo e a lavagem de dinheiro.

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior também esteve presente ao evento, entre outras autoridades. A Federação Israelita do Paraná esteve representada por Isac Baril.

Além de fortalecer a vigilância em uma das principais áreas de importação e exportação do país, na fronteira com o Paraguai e a Argentina, o Ciof vai coordenar os esforços de investigação e combate ao crime organizado dos vários órgãos participantes, que compartilharão informações com mais agilidade. Os órgãos que participam da iniciativa são: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional de Inteligência, Ministério da Defesa, Unidade de Inteligência Financeira (o antigo Coaf), Receita Federal, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica internacional e o Departamento Nacional Penitenciário, entre outros.

Moro explicou que o Ciof é semelhante ao modelo de escritórios norte-americanos de monitoramento e que foi instalado em local estratégico, em razão da Tríplice Fronteira. “É como se houvesse uma força-tarefa permanente, com o objetivo de prevenir e reprimir os crimes de fronteira. Por isso, a localização estratégica em Itaipu”.

De acordo com o ministro, a tendência é que esses centros também contem com representantes de países que fazem fronteira com o Brasil: “A tendência, no futuro, é buscarmos também representantes dos países que fazem fronteira para atuarem no centro integrado”.

Presente no evento de inauguração, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, também destacou que a unidade ajudará todo o país no combate ao crime organizado. “É um projeto inovador. Foz do Iguaçu é a primeira cidade do Brasil a ter essa iniciativa. O Paraná faz fronteira com Argentina e Paraguai, que são países-irmãos, mas a região ainda é uma porta de entrada de ilícitos. O centro integrado vai ajudar não só o Paraná, mas todo o Brasil, trazendo uma nova dinâmica para as forças de segurança, para Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e a Polícia Civil”.

A Tríplice Fronteira é uma região estratégica por onde costumam entrar traficantes de drogas e de armas e terroristas, como os do grupo libanês Hezbollah, responsável pelo atentado que matou mais de 80 pessoas e deixou mais de 300 feridos na organização judaica AMIA, em Buenos Aires, em 1994.

O centro ocupará uma área de 600 metros quadrados no Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu.