Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel vê riscos de guerra em fronteiras ao norte e em Gaza em 2020

O Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel vê altos riscos de guerra em larga escala nas fronteiras ao norte e em Gaza em 2020.

Há um risco crescente de guerra em larga escala ao longo das fronteiras do norte de Israel no próximo ano, em grande parte devido à crescente “determinação e ousadia” do Irã, afirmou um dos principais think tanks de segurança nacional de Israel.

A cada ano, o Instituto de Estudos de Segurança Nacional, afiliado à Universidade de Tel Aviv, prepara uma “avaliação estratégica” das ameaças que o Estado de Israel enfrenta e as medidas que acredita que o país deve tomar para se proteger. O think tank, formado em grande parte por ex-oficiais seniores de defesa e diplomacia, apresentou essas avaliações ao presidente Reuven Rivlin.

O diretor do INSS, Amos Yadlin, ex-chefe de Inteligência Militar, disse ao presidente que há um “aumento da probabilidade de guerra” nessas fronteiras.

Em seu discurso após receber a avaliação, Rivlin lamentou que Israel esteja enfrentando essa ameaça em um momento de “paralisia política”, em que o país não tem um governo em funcionamento há mais de um ano.

“A paralisia política em Israel acontece em um momento especialmente grave”, disse ele. “Em vez de apertarmos as mãos e nos unirmos para enfrentar a ameaça iraniana, entramos em uma espiral interna muito problemática”.

Os analistas do INSS avaliaram que, embora os diversos inimigos de Israel não pareçam estar interessados ??em um conflito de larga escala no momento, existem alguns “fatores que podem levar à possibilidade de um conflito em 2020”.

O documento de 56 páginas, elaborado antes da morte do general iraniano Qassem Suleimani em Bagdá, foi atualizado antes da publicação para incluir o episódio. Segundo o INSS, embora os desdobramentos desse ainda não possam ser conhecidas, ele parece aumentar o potencial de conflito na região.

“Este episódio, a nosso ver, dá mais peso à possibilidade de um conflito e à necessidade de compor uma nova estratégia israelense. A morte de Suleimani cria um novo contexto e requer uma mudança estratégica, cujo escopo e dimensões é muito cedo para se prever”, afirmou o think tank.