Israel assina novo contrato com a Moderna para a compra de 6 milhões de doses da vacina mRNA contra a Covid-19

Israel assinou um novo contrato com a empresa Moderna para aumentar de 2 milhões para 6 milhões de doses a quantidade da vacina contra o coronavírus que o Estado judeu receberá em 2021.

As 6 milhões de doses serão suficientes para vacinar 3 milhões de israelenses.

No início desta semana, a Moderna solicitou autorização de emergência nos Estados Unidos e na Europa para aprovação de sua vacina contra a Covid-19 com base nos resultados de um estudo em estágio final mostrando que sua vacina era 94,1% eficaz e segura. A empresa também relatou uma taxa de sucesso de 100% na prevenção de casos graves.

“Tenho o prazer de anunciar que assinamos hoje com a Modern Company o fornecimento de seis milhões de vacinas para vocês, cidadãos israelenses”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em vídeo divulgado nesta sexta-feira. “Isso é três vezes o número de vacinas previstas no contrato original com a Moderna. Isso nos dá esperança. Vemos a luz no fim do túnel”.

Ele acrescentou que “nossa missão é trazer vacinas, e manter as regras. Se fizermos isso, vamos vencer juntos o coronavírus”.

O ministro da Saúde, Yuli Edelstein, considerou o contrato revisado “uma ótima notícia para os cidadãos israelenses e para a economia israelense”.

“Não haverá cidadão que queira ser vacinado que fique sem a vacina”, disse.

O contrato anterior de Israel era de NIS 240 milhões, o que significa que cada dose da vacina Moderna custa US$ 12 ou US$ 24 por pessoa, já que duas doses são necessárias para a proteção contra a Covid-19.

As primeiras doses devem chegar ao país no início do próximo ano. O médico-chefe de Moderna, nascido em Israel, Tal Zaks, disse ao Jerusalem Post que Israel estará entre os primeiros da fila.

Israel foi um dos primeiros países a assinar o contrato para receber a nova vacina contra o coronavírus da empresa em junho. Zaks se tornou uma personalidade conhecida mundialmente e foi nomeado pelo Jerusalem Post como um dos “50 judeus mais influentes de 2020”