Israel atinge a marca de 2 milhões de vacinados com a 1ª dose contra a Covid-19

Israel alcançou nesta-quinta-feira a marca de 2 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose da vacina contra o coronavírus Pfizer-BioNTech, enquanto o país avança com a campanha nacional de vacinação em meio a números recordes de infecções diárias.

A pessoa vacinada de número dois milhões a receber a primeira dose foi uma professora de jardim de infância da cidade de Ramle. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Saúde Yuli Edelstein, que receberam a segunda dose, estavam na clínica Maccabi Healthcare Services na cidade.

“Já se tornou rotina. É algo a que ficamos felizes em nos acostumar, mas principalmente queremos terminar isso”, disse Netanyahu. “Continuaremos a caminho do próximo milhão”, completou.

O primeiro-ministro disse que o governo está trabalhando no lançamento de “passaportes verdes”, que irão conceder aos vacinados ou que se recuperaram da Covid-19 o acesso a eventos culturais que estão atualmente proibidos.

Netanyahu exortou os israelenses a aderir às restrições impostas pelo governo e disse que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre a extensão do terceiro bloqueio nacional, que as autoridades de saúde sinalizaram que durará além da data de término original de 21 de janeiro.

Israel deu início à campanha de vacinação no mês passado e no domingo começou a administrar as segundas doses. Atualmente, é o primeiro do mundo em número de pessoas vacinadas per capita, de acordo com o Our World In Data, da Universidade de Oxford.

De acordo com reportagens de televisão nesta quinta-feira, Israel poderia começar a vacinar todos os cidadãos na casa dos 40 anos na próxima semana, depois de abrir a campanha de vacinação nesta semana para todos os israelenses com mais de 50 anos.

Coincidindo com o lançamento da campanha de vacinação, houve um aumento nos casos de coronavírus, com mais de 9.000 novas infecções diárias diagnosticadas nos últimos dias.

Também houve um aumento acentuado no número de mortes e de pacientes em estado grave com complicações da Covid-19.

Citando um novo relatório da Universidade Hebraica, os canais 12 e 13 disseram que os casos graves devem aumentar significativamente nos próximos dias e atingir o pico no final de janeiro, com o lançamento da vacina ainda sem impacto perceptível na morbidade.

No entanto, os pesquisadores também destacaram uma estabilização nas taxas de infecção que pode levar a uma queda em novos casos e ajudar a aliviar a sobrecarga dos hospitais.

Devido aos altos números de morbidade e mortalidade, o governo endureceu na semana passada medidas de bloqueio que entraram em vigor uma semana antes, ordenando o fechamento de escolas e empresas.

A polícia está se preparando para expandir significativamente a fiscalização do bloqueio nacional contra o coronavírus no fim de semana, estabelecendo postos de controle que funcionarão 24 horas por dia.

A polícia disse que dezenas de postos de controle serão instalados ao longo das principais rodovias, bem como dentro de cidades e vilas. O aumento das medidas de fiscalização começou às 6h00 desta sexta-feira.

As regras de bloqueio impedem os israelenses de viajar além de um quilômetro de suas casas, exceto por motivos essenciais. Espera-se que menos israelenses viajem no fim de semana, quando seus locais de trabalho fecham.

“Durante o fim de semana, pretendemos aplicar multas e reduzir o deslocamento daqueles que viajam nas estradas porque entendemos que não há razão para sair”, disse o comissário assistente Yishai Shalem, chefe do departamento de operações da Polícia de Israel, citado pelo Site de notícias Ynet.

A polícia também disse que houve um aumento de 34 por cento no número de multas aplicadas esta semana em comparação com a semana anterior, antes que as medidas restritivas de bloqueio entrassem em vigor.

Foto: Tomer Neuberg/Flash90