Israel bate recorde de vacinação com quase metade da população vacinada contra a Covid-19

Quatro milhões de israelenses, ou cerca de 44 por cento da população total do país, já receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus, segundo anunciou o gabinete do primeiro-ministro nesta terça-feira.

Com o marco mais recente, cerca de dois terços dos israelenses aptos para serem imunizados receberam a primeira dose da vacina da Pfizer-BioNTech. Cerca de 1.996.000 israelenses ainda não receberam nenhuma das doses.

Cerca de 2,6 milhões de israelenses receberam ambas as doses – ou cerca de 43% da população apta para receber a vacina.

Cerca de 3 milhões de israelenses não estão aptos para serem vacinados, incluindo menores de 16 anos e pessoas que se recuperaram da Covid-19, entre outros motivos.

O Ministério da Saúde informou que mais de 3,99 milhões de pessoas foram vacinadas até a noite de segunda-feira. Os números oficiais do ministério sobre as taxas de vacinação são atualizados apenas no final do dia.

Para marcar a ocasião, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Saúde Yuli Edelstein se reuniram com um cidadão de Jerusalém simbolicamente designado como o 4º milhão de vacinados de Israel.

Netanyahu pediu às 570.000 de pessoas com 50 anos ou mais que ainda não foram vacinadas para tomar a vacina, observando essa faixa etária tem as taxas mais altas de doenças graves e mortalidade..

“Quando vocês decidem não se vacinar, vocês assumem os riscos de morte e de terem complicações graves que poderiam ser evitadas”, disse ele.

Netanyahu acrescentou: “Vocês não estão apenas salvando a si mesmos; se vocês não forem vacinados, muitos de vocês ficarão muito doentes e serão um desafio para os nossos hospitais e, então, seremos obrigados a impor um novo bloqueio”.

Ele também repetiu sua afirmação de que Israel “pode sair completamente” da pandemia de coronavírus se o restante da população com 50 anos ou mais for vacinada.

A campanha de vacinação em Israel desacelerou nas últimas semanas, com a questão da hesitação e ceticismo com relação à vacina se tornando uma preocupação. No entanto, as taxas aumentaram novamente esta semana, conforme os ministros aprovaram medidas para reabrir alguns locais e eventos apenas para aqueles que foram vacinados ou que já contraíram o vírus.

A relutância foi mais pronunciada entre os israelenses com menos de 50 anos, inclusive entre o corpo docente. O governo está tentando aprovar um projeto de lei que exigirá que todos os trabalhadores que lidam com o público sejam vacinados ou façam um teste de vírus a cada dois dias.

O Ministério da Saúde também está pressionando para alterar os decretos de saúde pública para permitir a entrega de dados pessoais sobre quem foi ou não vacinado às autoridades locais e ao Ministério da Educação, em uma tentativa de impulsionar a campanha de vacinação, informou a mídia israelense.

“A imunidade de rebanho da população de Israel ainda não foi alcançada neste momento”, disse o Ministério da Saúde. Na visão dos funcionários do Ministério da Saúde, uma taxa de cobertura de mais de 90 por cento será necessária em grupos de risco para evitar uma séria onda de morbidade após a suspensão das restrições”

Ao lado das medidas legais propostas, há uma série de outras iniciativas para incentivar as pessoas a se vacinarem, incluindo alimentação gratuita, vacinações realizadas em trilhas na floresta e empresas que oferecem incentivos para os funcionários irem tomar a vacina.

Foto: Kobi Gideon/GPO