Israel critica a Bélgica por apoio a ONG ligada a grupo terrorista

O Ministério israelense das Relações Exteriores convocou nesta terça-feira, pela segunda vez em uma semana, o vice-embaixador da Bélgica Pascal Buffin a Jerusalém para protestar contra o convite de seu país a uma ONG anti-Israel com vínculos com o grupo terrorista Frente Popular de Libertação da Palestina (PFLP) para dirigir-se ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU).

Anna Azari, chefe da Seção Europeia do Ministério das Relações Exteriores, repreendeu Buffin e pediu à Bélgica que reconsiderasse o convite e parasse de tomar medidas anti-Israel no CSNU.

Azari também expressou surpresa pelo fato de o embaixador israelense na Bélgica, Emmanual Nahshon, ter sido repreendido pelo Ministério belga das Relações Exteriores por causa de notícias sobre as críticas de Israel ao país.

“Os belgas não podem esperar que fiquemos calados quando tentam levar vantagem, por serem presidentes temporários do CSNU, para prejudicar Israel”, disse ela.

O DCI-P (Defense for Children Palestine) se autodenomina uma organização que defende os direitos humanos das crianças palestinas.
Alega que Israel está cometendo crimes de guerra e apoia o movimento BDS – Boicote, Desinvestimento e Sanções. Ele compartilha várias figuras importantes com o PFLP, um grupo designado como terrorista pelos EUA, UE, Canadá e Israel, na medida em que o Citibank e o Banco Árabe pararam de fornecer serviços bancários à ONG.

Azari também criticou a “negligência” do governo belga ao lidar com o carnaval em Aalst, durante o qual carros alegóricos antissemitas foram exibidos em um desfile. O carnaval está marcado para o dia anterior à reunião do CSNU.

Ela disse que Israel espera que a liderança da Bélgica “condene claramente o evento antissemita”.

O carnaval de Aalst perdeu seu lugar na Lista Representativa da UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade no final de 2019, depois que o prefeito da cidade belga se recusou a remover imagens antissemitas do desfile.

No ano passado, um de seus carros alegóricos apresentava figuras gigantescas de judeus em trajes hassídicos, com ratos nos ombros, segurando dinheiro. Em 2013, segundo informou a JTA, foliões do carnaval em uniformes nazistas seguravam cartuchos com o nome “Zyklon B” enquanto caminhavam com outros participantes vestidos como prisioneiros de campos de concentração.