Israel e Jihad Islâmica chegam a frágil cessar-fogo após o lançamento de mais de 400 foguetes contra território israelense

O centro e o sul de Israel estão sob uma tensa calma desde as 5:30 da manhã de hoje, após entrar em vigor um cessar-fogo mediado pelo Egito que interrompeu o clima de pânico que durou dois dias com o lançamento de cerca de 450 foguetes pela Jihad Islâmica contra território israelense a partir de Gaza e que obrigou moradores de algumas cidades a passarem a noite em abrigos.

O “acordo de cessar-fogo é resultado dos esforços do Egito e foi endossado por facções palestinas, incluindo a Jihad Islâmica”, disse uma importante autoridade egípcia.

Musab al-Berim, porta-voz da Jihad Islâmica, disse que o cessar-fogo foi alcançado com base em uma lista de demandas apresentadas por seu grupo na noite desta quarta-feira, incluindo o fim de assassinatos de líderes da organização terrorista.

A Rádio Israel citou uma importante autoridade egípcia dizendo que a Jihad Islâmica havia concordado em suspender os ataques com foguetes e dar garantias de que os protestos ao longo da fronteira de Gaza serão pacíficos.

Israel não confirmou o cessar-fogo, mas muitas vezes, no passado, também se absteve de confirmar tréguas com grupos terroristas de Gaza para evitar assumir que negocia com essas organizações.

A trégua veio depois de uma noite de violência em que terroristas dispararam foguetes contra cidades e comunidades do sul de Israel próximas à fronteira com Gaza. O sistema de defesa Iron Dome interceptou cerca de 90% dos 360 foguetes lançados e não houve relatos de vítimas fatais israelenses. Segundo a mídia palestina, 34 pessoas morreram em ações israelenses contra alvos terroristas em Gaza.

Ontem, uma mulher de 70 anos ficou ferida quando um foguete disparado da Faixa de Gaza atingiu um centro de atendimento a idosos na cidade de Ashkelon. A mulher foi ferida por estilhaços de vidro quando uma janela do local foi atingida por um foguete. Equipes de resgate do serviço de ambulâncias Magen David Adom a levaram ao Hospital Barzilai da cidade.

Os ataques terroristas contra território israelense começaram depois que Israel matou Baha Abu al-Ata, comandante da ala militar do grupo terrorista Jihad Islâmica, em um ataque aéreo na terça-feira antes do amanhecer. Autoridades israelenses disseram que Abu al-Ata estava preparando vários ataques terroristas contra o país.

Em entrevista na noite de ontem noite à emissora de televisão libanesa pró-Hezbollah Al-Mayadeen, Ziyad al Nakhala, da Jihad Islâmica, disse: “Demos condições específicas para um cessar-fogo. Se Israel aceitar, aceitaremos um cessar-fogo”. “Caso contrário manteremos a luta por período indeterminado”.

Na noite de ontem, o Comando de Frente Interna das IDFs reduziu algumas das restrições que haviam sido adotadas em cidades do centro e sul de Israel. Sob as novas instruções, as pessoas que vivem nas regiões centrais de Negev e Laquis terão permissão para voltar ao trabalho, desde que haja um abrigo antiaéreo próximo. No entanto, as escolas permanecerão fechadas nessas áreas pelo terceiro dia consecutivo.

As aulas continuarão suspensas nas escolas até amanhã em toda a região e as IDFs também removeram todas as restrições ao número de pessoas autorizadas a se reunir em áreas fechadas na área metropolitana de Tel Aviv e nas regiões de Yarkon e Shfela. Reuniões ao ar livre nessas áreas permanecerão limitadas a 300 pessoas.

Todas as restrições permanecerão em vigor nas regiões mais próximas da Faixa de Gaza: escolas e o comércio não essencial permanecerão fechados nesta quinta-feira.