Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein assinam acordo histórico em cerimônia na Casa Branca

O presidente Donald Trump recebeu nesta terça-feira na Casa Branca o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os ministros das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein para a histórica cerimônia de assinatura dos acordos de normalização de relações entre o Estado judeu e os dois países árabes. Cerca de 700 pessoas compareceram à cerimônia na Casa Branca.

O embaixador de Omã nos Estados Unidos, Hunaina al-Mughairy, participou da cerimônia, levando a especulações de que o país seria o próximo a normalizar as relações com o Estado judeu. Outros países árabes que se acredita estarem perto de reconhecer Israel incluem Sudão e Marrocos.

Entre os convidados estavam representantes de nações apoiadoras e do corpo diplomático com sede em Washington, mas poucos líderes estrangeiros.

Alguns congressistas democratas que elogiaram os acordo também participaram do evento.

Horas antes da cerimônia, Trump, que mediou o acordo, recebeu em separado os três líderes, enquanto o escritório de Netanyahu informava que o pacto somente terá validade depois da aprovação pelo Knesset.

Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein estiveram representados na cerimônia de assinatura por seus ministros das Relações Exteriores, Abdullah bin Zayed Al Nahyan e Abdullatif bin Rashid Al Zayani, respectivamente.

A normalização das relações com os Emirados Árabes Unidos e Bahrein segue os tratados de Israel com o Egito em 1979 e a Jordânia em 1994.

Três documentos foram assinados na cerimônia: Além dos acordos bilaterais separados assinados por Israel com os Emirados Árabes Unidos e Bahrein, os representantes dos três países assinaram um documento trilateral, disseram as autoridades. Os chamados “Acordos de Abraão” foram assim denominados em homenagem ao patriarca das três principais religiões monoteístas do mundo.

O conteúdo dos acordos não foram revelados antes da cerimônia.

Embora as autoridades tenham afirmado que seguiriam rigorosamente as declarações conjuntas emitidas quando os acordos foram anunciados, não ficou claro se os documentos exigiriam mais ações dos três governos, ou quais compromissos eles se comprometeriam a cumprir. O texto dos documentos deve ser divulgado logo após a realização da cerimônia.

Netanyahu deverá submeter os acordos ao governo para aprovação e depois ao Knesset para ratificação.

Embora descritos por várias autoridades como acordos de paz, os acordos não estão encerrando nenhum conflito. Em vez disso, formalizarão a normalização das relações já aquecidas do estado judeu com os dois países. E, embora não tratem especificamente do conflito entre israelenses e palestinos, eles podem preparar o caminho para uma reaproximação árabe-israelense mais ampla, após décadas de inimizade.

O Ministro de Estado das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, disse a jornalistas que os documentos se referem apenas indiretamente à solução dos dois estados.

Trump estava entusiasmado com os novos acordos na terça-feira, dizendo à Fox News em uma entrevista: “Todo mundo disse que isso não poderia acontecer”. Ele afirmou que “temos muitos outros (países) chegando em um curto período de tempo”.

Ele acrescentou que acredita que os palestinos em breve não teriam escolha a não ser sentar em torno de uma mesa de negociações.