Israel propõe aos gigantes das redes sociais estratégia contra o antissemitismo

“O antissemitismo está presente em todas as suas formas sem controle nas redes sociais”, afirmou a ministra israelense da Diáspora, Omer Yankelevich, em sessão no Knesset para apresentar a representantes do Twitter, Facebook, Google e Tik Tok um plano de ação para conter a divulgação de mensagens de ódio.

O seu ministério e o ministério das Relações Exteriores publicaram o “primeiro relatório” dirigido às redes sociais com “orientações para a adoção de uma política mais clara e mais agressiva contra o antissemitismo”, indicou Yankelevich.

O documento propõe que as redes sociais adotem a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), que define “como os judeus percebem uma manifestação de ódio a seu respeito” e “as ações dirigidas a instituições comunitárias e os locais de culto”.

A proposta do governo israelense sugere a suspensão de todos os perfis públicos de pessoas condenadas por discursos antissemitas.

“Se um tribunal considerou uma pessoa antissemita, não há razão alguma para que as redes sociais lhe forneçam uma plataforma para expandir o seu ódio”, afirmou Yankelevich.

O relatório também apela à sistemática sinalização dos conteúdos antissemitas, como os tuítes do aiatolá Ali Kamenei, o líder supremo do Irã, país que propõe a destruição de Israel.

“É fundamental tomar medidas para avançar nestas questões muito importantes”, considerou Jordana Cutler, representante do Facebook em Israel.

Ao ser interrogado sobre a questão da divulgação de videoconferências, Ronan Costello, chefe de estratégia no Twitter, assegurou que “nenhum líder estrangeiro está isento” do respeito às regras de publicação, e saudou a apresentação do relatório ministerial na reunião, da qual também participaram representantes do gigante norte-americano Google e do chinês TikTok.

Foto: Reuters