AFP / Eduardo Munoz Alvarez

Israel quer que a ONU adote a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto

O embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, está promovendo uma iniciativa para que o organismo internacional adote a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).

Até agora, 30 países adotaram a definição, segundo a qual antissionismo é antissemitismo.

“O aumento do antissemitismo em todo o mundo exige que ajamos com recursos adicionais e aumentemos a cooperação com a comunidade internacional para criar ferramentas de aplicação contra as demonstrações de ódio antissemita”, disse Erdan.

“A adoção da definição oficial pela ONU pode limitar parte do incitamento contra Israel na ONU, a que alguns dos estados-membros se acostumaram, e também pretende dar mais recursos a todas as Nações Unidas para combater o antissemitismo”, destacou.

Erdan se encontrou no fim de semana com Miguel Moratinos – subsecretário-geral das Nações Unidas e Alto Representante para a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) desde janeiro de 2019. Os dois discutiram opções de combate ao antissemitismo, bem como a possibilidade de a ONU adotar a definição da IHRA, como forma de fazer com que todas as nações adotem os termos.

Moratinos deve se reunir com líderes de organizações judaicas americanas envolvidas na luta contra o antissemitismo para discutir a questão.

A iniciativa, que provavelmente levaria alguns meses para ser aprovada, faria com que autoridades de países como o Irã violassem a posição da ONU quando se engajassem na negação do Holocausto.

Foto: AFP / Eduardo Munoz Alvarez