Jornais israelenses dão destaque à reação de organizações judaicas contra recepção dada em Brasília à deputada alemã

Os jornais israelenses Jerusalem Post e Times of Israel deram destaque à reação de organizações judaicas brasileiras contra a recepção dada em Brasília à deputada alemã Beatrix von Storch, vice-líder do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e neta de um ministro de Hitler.

Os jornais citaram a nota em que a Conib afirma que a AfD “é um partido extremista e xenófobo cujos líderes minimizam as atrocidades nazistas e o Holocausto. O Brasil é um país diversificado e pluralista, com tradição em receber imigrantes. Defendemos e buscamos representar a tolerância, a diversidade e a pluralidade que definem nossa comunidade”, diz a nota da Conib.

A AfD, lembraram os jornais, também está ligada a várias ações extremistas, uma delas o apoio à invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro. O partido também tem atitude hostil contra imigrantes muçulmanos na Alemanha. No final de 2017, o Twitter suspendeu temporariamente von Storch depois que ela se referiu a um grupo de imigrantes como “hordas de estupradores bárbaros, muçulmanos”.

Os jornais também citaram a reação da Liga Anti-Difamação e do StandWithUs Brasil contra a recepção à deputada alemã.

“Nem Bolsonaro nem qualquer autoridade eleita deve dar as boas-vindas a um político da AfD. O partido de extrema direita AfD da Alemanha aceita a banalização e negação do Holocausto e usa retórica xenófoba”, tuitou a ADL na terça-feira.

Von Storch foi recebida em Brasília na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo deputado Eduardo Bolsonaro e pela deputada Bia Kicis, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados.