Justiça argentina retira acusação contra Cristina Kirchner de acobertamento de iranianos envolvidos no ataque à AMIA 

A Justiça argentina considerou que não houve crime, nem intenção de acobertamento de funcionários iranianos envolvidos no atentado à AMIA, no acordo feito por Cristina Kirchner com o Irã e decidiu encerrar o processo contra a ex-presidente, de acordo com matériia da AFP e Reuters publicada na Folha de S.Paulo. A ação contra Cristina e vários de seus funcionários foi aberta pelo promotor Alberto Nisman, encontrado morto um dia antes de denunciar a ex-presidente no Congresso. Para ele, ao assinar em 2015 o Memorando com o Irã para poder interrogar fora da Argentina os acusados, a então presidente do país estava tentando livrar das acusações ex-autoridades iranianas em troca de benefícios comerciais. O tribunal, no entanto, considerou que “o Memorando de Entendimento com o Irã, independentemente de ser considerado um acerto ou erro político, não constituiu um crime nem um ato de acobertamento”. Em sua argumentação na corte, Cristina descreveu a acusação como “um disparate, um escândalo judicial e político, obra de um instrumento de perseguição aos opositores políticos do governo de Mauricio Macri [2015-19]”. Cristina chegou a ter um pedido de prisão feito pela Justiça. O atentado à sede da AMIA, em 1994, deixou 85 mortos e mais de 300 feridos. Foi atribuído a ex-funcionários iranianos, mas até hoje ninguém foi punido.