Kibutzim dão vida ao deserto de Aravá, no sul de Israel

Agricultura abundante, ecodesign, artesanato em madeira e metal, gastronomia artística, produção de vinhos e laticínios são algumas das muitas atividades dos kibutzim do deserto de Aravá, no extremo sul de Israel.

Veja no vídeo as inovações dos kibutzim Neot Semadar, Ketura, Grofit e Lotan.

A história do kibutz em Israel

Inspirados pelos ideais do sionismo e do socialismo no início do século 20, imigrantes judeus que se estabeleceram na então Palestina criaram comunidades agrícolas em que todas as propriedades e meios de produção eram coletivos. O nome kibutz deriva da palavra hebraica Kvutzá, que significa grupo. O primeiro deles, chamado Degania, foi fundado em 1909, na margem sul do Lago Tiberíades (Kineret, em hebraico).

Nas primeiras décadas, o kibutz era uma comunidade igualitária, baseada em propriedade comunal. As decisões eram tomadas em assembleias-gerais, por meio do voto majoritário, e a responsabilidade das decisões era de toda a coletividade. Não havia nenhum tipo de bem particular, e a comunidade deveria suprir todas as necessidades de seus integrantes e famílias. Em troca do trabalho, todos recebiam moradia, alimentos, roupa, serviços sociais e de saúde.

Na década de 70, essas comunidades viveram sua primeira grande modificação. Além da atividade agrícola, os kibutzim (plural de Kibutz) desenvolveram parques industriais. Essa época também marcou o início do período de decadência do modelo kibutziano, que se acentuou nos anos 80 e 90. Na virada para o século 21, na tentativa de estancar a crise do movimento, os kibutzim iniciaram o debate para a transição a um novo modelo de convivência.