Kuwait e Marrocos apoiam o plano de paz de Trump para o conflito entre israelenses e palestinos

O Kuwait e o Marrocos manifestaram apoio ao plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para o conflito entre israelenses e palestinos, embora tenham condicionado sua aprovação à aceitação da proposta pelos palestinos.

O Kuwait disse que “aprecia muito” a proposta de Trump a destacou que uma solução de paz deve incluir um Estado palestino independente, baseado nas fronteiras de 1967.

Marrocos, também aliado dos EUA, disse em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores que “aprecia” o plano de paz dos EUA.

O país disse que “a aceitação pelas partes é fundamental para a implementação e sustentabilidade do plano”. Marrocos disse que espera “um processo de paz construtivo” que ofereça “uma solução realista, aplicável, equitativa e duradoura”, diz o comunicado.

Muitos países ocidentais e organismos internacionais disseram que precisavam de tempo para avaliar o plano, reiterando seu apoio ao consenso internacional que requer uma solução de dois estados para o conflito com base nas fronteiras anteriores a 1967.

E embora a proposta estabeleça a criação de um estado palestino, ela fica muito aquém do que os palestinos esperavam, que era a retirada israelense dos assentamentos e de todos os territórios capturados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias em 1967.

O Egito, o primeiro país árabe a chegar a um acordo de paz com Israel, instou israelenses e palestinos a estudarem cuidadosamente o plano, e a Arábia Saudita expressou apoio ao retorno das negociações. A União Européia disse que precisava estudar mais o plano.

O Irã e a Turquia rejeitaram a proposta. O líder supremo iraniano Ali Khamenei chamou o plano de “satânico” e prometeu que nunca seria implementado enquanto o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o declarou como “absolutamente inaceitável”.