Liberman diz que não apoiará nenhum candidato antes de se reunir com o presidente

O líder do Israel Nossa Casa (Yisrael Beytenu), Avigdor Liberman, disse que não pretende formalizar uma aliança com o líder do Azul e Branco, Benny Gantz, nem com o Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, antes de se reunir com o presidente Reuven Rivlin.

Liberman disse que não falou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nem com Gantz, e que não pretende fazê-lo antes de se reunir, no domingo, com Rivlin, quando irá recomendar ao presidente a sua escolha para o cargo de primeiro-ministro.

Apontado como o “fiel da balança” no impasse entre Gantz e Netanyahu, Liberman disse: “Não estamos recomendando ninguém neste estágio – nem Gantz, nem Netanyahu”. Perguntado sobre a notícia divulgada no Canal 12 de que apoiaria Gantz, Liberman respondeu: “Isso não existe”. E acrescentou: “Vamos nos dar bem na coalizão ou na oposição”.

Ao comentar o aumento do comparecimento de eleitores às urnas, principalmente em zonas árabes, Liberman disse que o salto da Lista Conjunta para 13 assentos foi resultado do medo manifestado por Netanyahu e da insistência do premier em instalar câmeras dentro ou fora das seções eleitorais.

A participação de eleitores árabes-israelenses aumentou significativamente na eleição de terça-feira, em comparação com a votação de 9 de abril. A Lista Conjunta de partidos árabes também atribuiu o aumento da participação às tentativas do primeiro-ministro de suprimir os votos dos árabes.

Em tom irônico, Liberman agradeceu aos partidos ultraortodoxos por não mais o ofenderem, chamando-o de “Hitler”, como fizeram antes alguns líderes religiosos. No entanto, Liberman não demonstrou sinais de que pretenda mudar sua posição secularista em questões de religião e estado, dizendo: “Chegamos a uma situação que requer uma decisão entre as duas abordagens. Não é um compromisso, mas uma decisão”.

Sobre o apelo do primeiro-ministro a Gantz pela formação de um governo de unidade, Liberman disse: “Netanyahu, que se recusa a aceitar a decisão do povo (nas urnas) e admitir sua própria derrota, está tentando dar a entender que o Likud venceu a eleição. Na realidade, ele continua com suas tentativas de convencer os líderes de outros partidos a se unirem a ele e a seu bloco (de direita)”. “Por isso, peço novamente ao primeiro-ministro que pare com os jogos políticos, truques e acrobacias. Vamos nos sentar – você, eu e Benny Gantz – e formar um amplo governo de unidade nacional para o futuro de Israel”, concluiu.

Com quase todos os votos computados, o bloco ortodoxo de direita liderado por Netanyahu tem 55 assentos; o bloco de centro-esquerda de Gantz tem 44 e o Israel Nossa Casa oito. Com 13 cadeiras, a Lista Conjunta ainda não se posicionou sobre eventual apoio a Gantz.