Líderes mundiais e sobreviventes se reúnem em Jerusalém para o Quinto Fórum Mundial do Holocausto

Dezenas de líderes mundiais se reuniram hoje em Jerusalém no 5º Fórum Mundial do Holocausto e para lembrar o 75º aniversário da libertação de Auschwitz, em meio a um cenário de crescente antissemitismo na Europa e nos Estados Unidos.

O evento está sendo apontado como o maior encontro diplomático da história de Israel. Clique aqui ver o vídeo do evento.

O Quinto Fórum Mundial do Holocausto, que acontece no museu memorial do Holocausto Yad Vashem, sob o tema “Lembrando o Holocausto, Combatendo o Antissemitismo”, foi organizado para lembrar o 75º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau na Polônia e o Dia internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, no próximo dia 27.

O evento é organizado pelo Fórum Mundial do Holocausto, em cooperação com Yad Vashem e o escritório do presidente Reuven Rivlin, que abriu a cerimônia com uma mensagem especial, agradecendo aos líderes mundiais por expressar sua “solidariedade com o povo judeu” ao participarem do evento.

Rivlin disse que “o antissemitismo não para com os judeus”. “É uma doença maligna”, disse ele, ao destacar que “nenhuma democracia está imune”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que no início do dia se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin para uma conferência de imprensa, também fez um discurso de boas-vindas aos líderes em que criticou o regime iraniano como sendo “o mais antissemita do planeta”.

“Estou preocupado que ainda não tenhamos visto uma posição unificada e resoluta contra o regime mais antissemita do planeta. Um regime que busca abertamente desenvolver armas nucleares e aniquilar o Estado judeu”, disse Netanyahu. “Israel saúda o presidente Trump e o vice-presidente Pence por confrontar os tiranos de Teerã”, disse ele aos presentes, entre eles Pence.

O evento foi seguido por discursos proferidos pelas quatro principais potências Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial (Rússia, EUA, França e Grã-Bretanha) e também pela Alemanha.

O presidente russo Vladimir Putin, que no início do dia foi manchete dos jornais, ao afirmar que 40% dos mortos no Holocausto eram judeus soviéticos, disse que os crimes de guerra cometidos pelo regime nazista era uma das “páginas mais horríveis da história da humanidade”.

“Lembrem-se de que houve colaboradores nesses atos horríveis e sua crueldade superou a crueldade nazista em muitos países europeus”, acrescentou ele. “O Exército Vermelho promoveu a libertação, mas pagamos um preço que nunca sonhamos em pagar”.
Putin também propôs realizar uma cúpula entre os líderes da Rússia, China, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha em 2020 para discutir problemas globais.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que foi o próximo a falar, endossou as observações do primeiro-ministro sugerindo que o mundo “deve permanecer firme contra o Irã”.

“Devemos estar preparados para enfrentar e expor a onda vil de antissemitismo que está alimentando o ódio e a violência em todo o mundo”, disse Pence à plateia. “Dentro desse mesmo espírito, também devemos permanecer firmes contra o principal promotor do antissemitismo, o único governo do mundo que nega o Holocausto por uma questão de política estatal e ameaça varrer Israel do mapa”, disse ele.

“O mundo deve permanecer firme contra a República Islâmica do Irã”, destacou.

Os representantes da Polônia, no entanto, onde o campo da morte foi construído pelos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial, não participaram dos eventos.