Luiz Fux é eleito presidente do Supremo Tribunal Federal e assume em setembro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi eleito nesta quinta-feira (25) para a presidência da Corte, pelos próximos dois anos. A eleição é feita entre os próprios ministros do tribunal.

A escolha, que geralmente ocorre em agosto, foi adiantada em razão da pandemia. Fux foi eleito com 10 votos favoráveis e um contrário – é comum que o ministro que assumirá a presidência vote em seu vice. Ele assume em 10 de setembro, no lugar do ministro Dias Toffoli.

O STF adota, para a sucessão de seus presidentes, um sistema de rodízio baseado no critério de antiguidade. É eleito o ministro mais antigo que ainda não presidiu o tribunal.

Também na sessão desta quarta, a ministra Rosa Weber foi eleita vice-presidente para o próximo biênio.

“É um grande orgulho para a comunidade judaica brasileira ter o ministro Luiz Fux à frente do Supremo Tribunal Federal. Trata-se do primeiro integrante de nossa comunidade a assumir essa honrosa função. Com seu profundo conhecimento jurídico e seu humanismo, em linha com a tradição judaica de valorizar o conhecimento e a vida, Fux, que foi o keynote speaker na Convenção da Conib de 2014, saberá guiar o Supremo com a inteligência e a sensibilidade necessárias para este momento tão importante do nosso país”, disse o presidente da Conib, Fernando Lottenberg.

A Conib enviou ofícios de congratulações a Fux e à ministra Rosa Weber.

Nascido no Rio de Janeiro, Luiz Fux completou 67 anos em abril deste ano. Formado em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1976, exerceu a advocacia por dois anos, foi promotor de Justiça por mais três anos, até ingressar na magistratura em 1983, como juiz estadual.

Em 2011, foi nomeado ministro do Supremo pela então presidente Dilma Rousseff, na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Eros Grau. Tomou posse em março daquele ano.

Antes de entrar para o STF, Fux passou dez anos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde se notabilizou pela especialização na área processual cível – o ministro é professor livre docente e coordenou grupo de trabalho do Congresso que formulou o novo Código de Processo Civil, sancionado em 2015.