Marcha da Vida é adiada por causa do coronavírus

Os organizadores da Marcha da Vida anunciaram que a homenagem deste ano, na Polônia, às vítimas do Holocausto será adiada devido ao surto de coronavírus.

“Depois de consultar os órgãos e as autoridades de saúde, é com pesar que somos forçados a anunciar o adiamento da Marcha da Vida na Polônia neste ano”, disse Shmuel Rosenman, presidente do órgão.

“Nossa principal preocupação é com a saúde de muitos participantes e dos sobreviventes do Holocausto que se juntariam a eles. Como este é um evento internacional que envolve 110 delegações de todo o mundo, temos a responsabilidade de tomar medidas de precaução de acordo com as diretrizes dadas pelas autoridades de vários países”, acrescentou.

A Polônia tem 11 casos do vírus COVID-19 e nenhuma morte, segundo relatos locais no domingo.

Ainda não foi anunciada uma nova data para o evento anual, que costuma acontecer em 21 de abril no Museu Auschwitz-Birkenau.

É a primeira vez que acontece um adiamento desde a fundação da Marcha da Vida, em 1988, informou a organização.

A Marcha da Vida costuma reunir milhares de participantes, muitos de escolas judaicas e movimentos juvenis, de mais de 20 países em Auschwitz no Dia do Holocausto (Iom Hashoah), data lembrada em Israel em homenagem às vítimas do Holocausto. Cada delegação de país é composta por grupos menores de várias organizações.

Israel havia dito que não enviaria uma delegação este ano, de acordo com a decisão do seu Ministério da Educação, segundo informou uma porta-voz da Shlomit, uma associação israelense que representa membros de grupos de serviços nacionais.

Há duas semanas, Israel suspendeu indefinidamente todas as viagens estudantis para a Polônia, em que o Ministério da Educação de Israel atua para facilitar as excursões aos campos de extermínio nazistas.

O Museu Auschwitz-Birkenau, em uma recomendação no início desta semana, disse que “agências de viagens e organizadores de viagens ao Memorial devem suspender as visitas a locais com risco de propagação do vírus”.

Mais de 100.000 foram infectados globalmente desde o surto de dezembro de coronavírus na província de Hubei, na China, e casos em mais de 50 países resultaram em milhares de mortes.