Mídia destaca nota da Conib e da AIC sobre o caso da governadora de SC

A mídia online e impressa deu grande destaque à nota conjunta da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e da Associação Israelita Catarinense (AIC) sobre o caso da governadora interina de Santa Catarina, Daniela Reinehr, que evitou se posicionar sobre as ideias nazistas defendidas pelo seu pai, Altair Reinehr.

A nota foi publicada na Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, A Tarde, Metrópoles, Yahoo, Aventuras na História, DL News, Estado de Minas, Diário de Cuiabá, Portal Terra, Correio, G1.

A Conib e a Associação Israelita Catarinense (AIC) divulgaram nota conjunta afirmando que são preocupantes os relatos na imprensa de que o pai da governadora interina de Santa Catarina, Daniela Reihner, é simpatizante do nazismo e do genocida Adolf Hitler.

“A governadora deve, de forma veemente, manifestar sua repulsa ao negacionismo da tragédia que foi o Holocausto. É importante que ela se pronuncie sobre o assunto e demonstre de forma inequívoca sua rejeição às ideias que levaram ao extermínio de 6 milhões de judeus inocentes, além de outras minorias e adversários políticos e provocaram uma guerra que devastou a humanidade” diz a nota assinada por Fernando Lottenberg, presidente da Conib, e Sergio Iokilevitc, presidente da AIC.

A organização “Judeus pela Democracia” também se manifestou no Twitter. “Daniela Reinehr diz que deve ser julgada por suas convicções e não de seu pai (assumido defensor do nazismo), mas até agora não as expôs. Quando perguntada, foge. É antinazista? Nega o holocausto? Fato é que hoje no Brasil, a governadora é incapaz de responder diretamente às perguntas acima”.

A organização internacional The Coordination Forum for Countering Antisemitism (Fórum de Coordenação para Combate ao Antissemitismo) chegou a publicar uma nota em 2010 se referindo a um artigo que teria sido publicado por Altair Reinehr no site “A Notícia”, em 12 de março de 2015. “O artigo expressou a negação do Holocausto de várias formas. Reinehr, professor, é conhecido por ser antissemita e negador do Holocausto”, dizia a nota.

O Museu do Holocausto, de Curitiba, também se posicionou sobre o tema, enviando carta à governadora de Santa Catarina, destacando que ao tratar o neonazismo e o negacionismo da Shoá como meras divergências ela está compactuando com o próprio negacionismo.

“Tratar o nazismo como uma opção política como outras, com as quais podemos concordar ou discordar, e não como algo cuja condenação inequívoca é obrigação de qualquer ser humano, sobretudo de uma figura pública”.

“O Museu do Holocausto de Curitiba soma-se à Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Associação Israelita Catarinense (AIC) e a diversas instituições que se posicionaram no sentido de conclamar com que a governadora interina Daniela Reinehr rechace abertamente qualquer ideia negacionista ou simpática ao nazismo. Para nós, é primordial a frase dita pela historiadora norte-americana Deborah Lipstadt: “Existem fatos, existem opiniões e existem mentiras”. Leia a íntegra da carta.