Ministro da Defesa alerta que Israel não vai tolerar bases iranianas na Síria

“Não vou falar sobre quem disparou o quê na noite passada. Não permitiremos que agentes terroristas do Hezbollah ou do Irã se instalem na fronteira das Colinas de Golã e faremos o que for necessário para expulsá-los de lá”.

Assim reagiu o ministro da Defesa, Benny Gantz, ao comentar sobre um ataque a uma posição síria perto da fronteira das Colinas de Golã na madrugada desta quarta-feira.

Questionado sobre se essa foi a razão por trás do suposto ataque israelense, Gantz respondeu: “Ouça, coisas acontecem”.

A mídia estatal síria informou que Israel disparou um míssil em um local na província de Quneitra, no sul da Síria, perto da fronteira com as Colinas de Golã.

A agência de notícias oficial SANA disse que o ataque atingiu um prédio escolar no vilarejo de Al-Harah, sem fornecer mais detalhes.

Não houve relatos sobre vítimas.

As Forças de Defesa de Israel (IDFs) não comentaram o assunto, em linha com sua política de não comentar suas atividades militares contra o Irã e seus representantes na Síria. Israel acusou várias vezes o grupo terrorista Hezbollah e outras milícias apoiadas pelo Irã de estabelecer bases e operar ao longo da fronteira de Golã.

Na entrevista de rádio, o ministro da Defesa também discutiu a situação cada vez mais tensa na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, onde nesta semana os militares descobriram um túnel de ataque do enclave para o território israelense. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDFs), Hidai Zilberman, disse a repórteres que a passagem foi descoberta graças a uma barreira subterrânea que está quase concluída ao longo da fronteira.

Gantz garantiu aos residentes da região próxima à fronteira de Gaza que a situação está sob controle e que não precisavam se preocupar.

“Estou dizendo aos moradores do sul para continuarem com suas atividades, as IDFs os estão protegendo. Essa (situação) é a minha preocupação, vocês podem ficar tranquilos”, disse ele.

O ministro da Defesa também falou sobre os atos de agressão vindos de Gaza, incluindo a descoberta do túnel e um ataque com foguete no fim de semana.

“As coisas não acontecem sem uma resposta. Eu não trabalho para o Hamas, eu retalio com base em minhas considerações. A equação mudou – nada de balões e foguetes, nada será tolerado”, disse ele, referindo-se aos lançamentos de foguetes, artefatos incendiários e explosivos transportados por balões contra território israelense.

Sob a mediação do Egito, Israel e o grupo terrorista Hamas, que governa Gaza, estabeleceram a um cessar-fogo de seis meses, levando a especulações de que as retaliações limitadas das IDFs visavam não atrapalhar esses esforços.