Divulgação Fisesp

Miriam Vasserman fala das conquistas à frente do Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina (ELF), da Fisesp, que conta com mais de 200 voluntárias

Prestes a realizar mais um evento do Mulheres em Ação, no próximo dia 29 de novembro, a diretora da Fisesp e responsável pela liderança do Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina (ELF), Miriam Vasserman falou à CONIB sobre este trabalho. Desde a sua criação, em 2018, o Grupo já fez mais de 80 atendimentos com 15 casos de acompanhamento constante de mulheres e famílias vítimas de Violência Doméstica, trouxe 97 palestrantes e realizou um seminário e um curso à distância.

Qual a razão e a importância da criação de um grupo de empoderamento feminino pela Fisesp?

Entendemos, desde a formação do grupo ELF em 2018, que a mulher deveria ocupar maiores espaços de liderança tanto na comunidade judaica, como na sociedade maior. Isso só se torna possível quando garantimos a plenitude às mulheres, desde relacionamentos saudáveis até o desenvolvimento de seus mais diversos potenciais.É uma iniciativa corajosa, arrojada e robusta que conta com mais de 200 voluntárias.

Quais são as frentes em que o grupo atua?

Trabalhamos em quatro áreas: Programa Acolhimento está voltado a tudo que diz respeito ao atendimento para mulheres e famílias em situação de violência doméstica, seja moral, psicológica, patrimonial, física e sexual. Da conscientização à ação efetiva.  Oferecemos um atendimento humanizado, individualizado com uma rede multidiciplinar de profissionais, em ambiente sigiloso e seguro. Aproveito para disponibilizar os contatos: Disque ajuda: (11) 3088-0024 e o email: acolhimento@fisesp.org.br. Na área de Advocacy, o comitê faz a interlocução do Grupo ELF e da FISESP com as autoridades políticas que trabalham a questão da defesa da mulher em suas mais diversas áreas. Em Liderança e Networking, o foco está no desenvolvimento pessoal e profissional da mulher, com palestras, eventos, capacitação e mentorias, visando uma liderança diversa e equilibrada, com maior visibilidade nas organizações privadas e sociais. Já Relacionamentos Saudáveis é um programa de orientação para crianças e jovens. O objetivo é prepará-los para uma saudável convivência em sociedade, através da informação, reflexão e boas práticas. Atuamos principalmente com jovens, em escolas e também nos movimentos juvenis.

Desde o início do trabalho do grupo, pode-se dizer que houve conquistas ou avanços?

Nesses quase quatro anos de atuação, no início nos organizamos, formando um grupo que tivesse a representatividade de todas as instituições da comunidade, estabelecemos nossa  forma de trabalho e a partir daí realizamos inúmeras ações de sucesso com grandes conquistas. No programa acolhimento, além da conscientização da comunidade judaica, fizemos mais de 80 atendimentos com 15 casos de acompanhamento constante de mulheres e famílias vítimas de Violência Doméstica. Trouxemos 97 palestrantes nas mais diversas áreas relacionadas ao escopo de nosso trabalho.No seguimento de Liderança Feminina proporcionamos um Seminário para as integrantes voluntárias do Grupo ELF em 2 dias de imersão, e no período da pandemia realizamos um curso à distância com 2 módulos composto de 6 aulas cada para aproximadamente 50 mulheres. Criamos também uma cartilha sobre Relacionamentos Saudáveis para jovens do Ensino Medio e Tnuot e fizemos capacitações para pais do Programa Bolsa Escola. Devo ressaltar também as nossas valiosas parcerias nestas ações com a Casa da Mulher Brasileira, Ministério Público de São Paulo, Instituto Mauricio de Sousa, Leo Fraiman e Universidade Hebraica de Haifa.

Pode nos contar um pouco sobre você e como é estar à frente deste grupo?

Recebi em minha vida uma base judaica muito sólida, tanto na minha infância como em minha trajetória comunitária. Participei de movimentos juvenis, colônia de férias e ensino religioso na CIP. Mais tarde vivi em NY e fui muito ativa na vida sinagogal. Sempre fui muito ligada com as questões da mulher, seus direitos em todas as esferas. Voltando ao Brasil participei da fundação, com um grupo comprometido de ativistas comunitários, da  WUPJ Latin America, hoje União do Judaísmo Reformista. E na FISESP recebi esse presente tão precioso para organizar e liderar esse grupo maravilhoso de mulheres.

No final do mês teremos mais do evento “Mulheres de Ação”. O que podemos esperar para esta edição?

Essa será a segunda edição do evento “Mulheres de Ação” que será realizada em 29/11, segunda-feira, das 9 às 13h na Hebraica. Serão quatro painéis em formato de debate, com temática do universo da mulher  que trabalhamos no Grupo ELF. Teremos ilustres convidadas e convidados de renome, especialistas em suas áreas de atuação, para participar desse evento que esperamos ser transformador . Nosso maior objetivo é poder proporcionar informação, conscientização e divulgar as diversas causas e ações na comunidade judaica e sociedade maior. Uma realização do Grupo ELF Fisesp, com apoio da Hebraica e apoio institucional da Divisão Feminina do Fundo Comunitário SP, Na’amat São Paulo e Wizo SP.