Morre aos 87 anos o magnata e filantropo Sheldon Adelson

O magnata judeu americano Sheldon Adelson, conhecido por sua filantropia e pelo apoio em seus últimos anos ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump e ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, morreu aos 87 anos.

A morte de Adelson foi confirmada nesta terça-feira em comunicado por sua esposa, Miriam Adelson, citando como causa “complicações decorrentes de uma longa doença”.

Nascido em Boston em 1933, o filho de um motorista de táxi obteve sucesso impressionante no mundo dos negócios antes de se tornar um dos apoiadores mais influentes do Partido Republicano e uma figura-chave na filantropia e política israelense.

Adelson raramente falava em público, mas em artigo no Washington Post em 2016 ele afirmou: “Apesar de ser neto de um mineiro de carvão galês e filho de um motorista de táxi de Boston, tive a experiência notável de fazer parte de quase 50 empresas diferentes em minha carreira de negócios de mais de 70 anos”.

“Então, me diga que não sou um republicano conservador o suficiente ou sou muito obstinado por Israel ou o que quer que você possa pensar, mas acho que ganhei o direito de falar sobre sucesso e liderança”, disse Adelson.

Adelson e sua esposa, Miriam, quase que sozinhos financiaram o grupo por trás da candidatura presidencial de Newt Gingrich em 2012 antes de destinar parte de sua fortuna pessoal para a campanha de Mitt Romney.

Em seguida, apoiaram Trump com US$ 30 milhões em 2016. Também contribuíram com US$ 100 milhões para o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato de 2018. Ao todo, Adelson doou mais de US$ 250 milhões para candidatos GOP e super PACs desde 2015.

“Para proteger a herança sagrada da fé judaica, Miriam e Sheldon apoiaram escolas judaicas, organizações memoriais do Holocausto e ajudaram os judeus americanos a visitar a Terra Santa” disse Trump durante uma recepção na Sala Leste da Casa Branca.

Adelson foi um dos principais oponentes do acordo nuclear que os Estados Unidos, sob o então presidente Barack Obama, negociaram com o Irã. Adelson também fez doações a candidatos republicanos que se opuseram ao acordo. Ele foi citado como um personagem-chave na decisão de Trump de se retirar do acordo com o Irã.

Foto por Yonatan Sindel/Flash90.