MP-SP oferece denúncia contra vereador por declaração antissemita

O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia na quinta-feira (26) contra o vereador paulistano Adilson Armando Carvalho Amadeu (DEM) (foto). A acusação foi por conta de uma declaração de cunho preconceituoso dada pelo político sobre outro parlamentar de origem judaica.

Amadeu teria divulgado em grupos de WhatsApp um áudio com a seguinte declaração:

“Que é uma p… duma sem vergonhice, que eles querem que quebra todo mundo, pra todo mundo fica na mão, do grupo de quem? Infelizmente também os judeus, quando eu até to até respondendo um processo, porque quando entra Albert Einstein, grupo Lide é que tem sem vergonhice grande, grande, sem vergonhice de grandeza, de grandeza que eu nunca vi na minha vida”.

Segundo o MP, essa declaração mostrou “evidente menoscabo à etnia judaica, caracterizando clara discriminação em face desta etnia”. Essa não é a primeira declaração de cunho discriminatório contra judeus de Amadeu.

Em dezembro de 2019, o vereador chamou o vereador Daniel Annenberg (PSDB) de “judeu filho da p…” durante a discussão de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo.

Na ocasião se discutia o projeto de lei de autoria de Amadeu sobre a regulamentação de transporte por aplicativos e o xingamento teria sido motivado por Annemberg votar contra a proposta.

Amadeu divulgou uma nota pedindo desculpas para a imprensa e se retratou na Câmara Municipal de São Paulo. Na ocasião, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) repudiou a declaração e anunciou que iria tomar medidas judiciais.

Para os advogados Daniel Leon Bialski e Victor Bialski, que representam a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Fisesp, frases como essa são “discriminatórias e devem ser repudiadas pela sociedade, que não mais tolera atitudes como essa”. Leia aqui a denúncia.