Foto: Fernando Siqueira

Museu Judaico de São Paulo vai abrir para visitação no domingo (5)

Após 20 anos de planejamento, o Museu Judaico de São Paulo vai abrir no domingo (5) para visitação. Localizado no antigo prédio do templo Beth-EL – uma das sinagogas mais antigas da cidade, no bairro da Bela Vista – o espaço passou por um processo de restauração, modernização e a construção de um prédio contemporâneo anexo para finalmente receber o público. Acesse o site: http://novo.museujudaicosp.org.br/

Além de quatro andares expositivos, os visitantes também terão acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta e a um café que servirá comidas judaicas.

O Museu abre com quatro exposições simultâneas — duas de longa duração, sendo elas: A vida Judaica, sobre os rituais e ciclo de vida judaico e Judeus no Brasil: histórias trançadas, que expõe as várias correntes migratórias dos judeus para o Brasil, do início da colonização ao Brasil republicano; e duas temporárias: Inquisição e cristãos-novos no Brasil: 300 anos de resistência, sobre a luta dos cristãos-novos para reconstruir suas vidas no país durante os 300 anos de vigência da Inquisição, e Da Letra à Palavra, que explora a relação entre a arte e a escrita, a imagem e a palavra, a partir da reunião de 32 artistas basilares da arte contemporânea brasileira. Estão à frente do projeto o presidente Sergio Simon, o diretor executivo Felipe Arruda e, na curadoria, a pesquisadora e crítica Ilana Feldman, além do grupo de voluntários que construiu a instituição.

A programação expositiva do museu tem por objetivo cultivar e manter vivas as diversas expressões, histórias, memórias, tradições e valores da cultura judaica, tecendo também um diálogo com o contexto brasileiro, com o tempo presente e com as aspirações de seus diferentes públicos, criando assim uma matriz baseada em princípios de diversidade, resistência e atualidade.

O Centro de Memória (CDM) do Museu Judaico é referência para vários historiadores e pesquisadores, inclusive vindos de outros Estados e, também, do Exterior. Faça sua reserva para visitação acessando o link: https://bileto.sympla.com.br/event/70324/d/116722

O acervo conta com mais de dois mil itens catalogados, trazidos pelos imigrantes. Entre eles um talit (xale de rezas) com mais de 150 anos, talheres vindos de um campo de concentração, documentos, objetos de culto religioso e uso cotidiano. Cada uma dessas peças recebe o tratamento de acordo com os quesitos museológicos.

O museu conta ainda com um programa de mediação cultural chamado Educação & Participação, que inclui visitas mediadas, contação de histórias, visitas teatralizadas e visitas em libras. Esse programa conta com uma equipe de 20 profissionais entre estagiários, mediadores, coordenadores, supervisores, educadores, intérpretes de libras e produtores culturais. Saiba mais: http://www.sapotiprojetos.com.br/#videos

Foto: Fernando Siqueira