“Nada que lembre o nazismo pode ser visto com bons olhos. Para nós, judeus, o campo de extermínio de Auschwitz é um pesadelo eterno”, diz Alcolumbre

A nota de repúdio da Confederação Israelita do Brasil (Conib) à mensagem da Secom (Secretaria de Comunicação do governo) que remete à lema nazista repercutiu na imprensa e foi notícia no Jornal Nacional e G1, entre outros.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é judeu, afirmou: “Nada que lembre o nazismo pode ser visto com bons olhos. Para nós, judeus, o campo de extermínio de Auschwitz é um pesadelo eterno”.

A Conib lembra que a frase “O trabalho liberta” está inscrita na entrada do campo de extermínio nazista instalado em Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial.

“É lamentável ver, mais uma vez, questões caras ao judaísmo e à humanidade em geral serem banalizadas e emuladas, ofendendo a memória das vítimas e dos sobreviventes, em um momento já tão difícil do nosso país e do mundo”, disse, na nota, o presidente da Conib, Fernando Lottenberg.

O secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, que também é judeu, afirmou que houve uma interpretação errada do texto para associar o governo ao nazismo. Segundo ele, toda medida do governo é deformada “para se encaixar em narrativas”.

O AJC Latino tuitou que “é incompreensível o uso e abuso constante de referências ao nazismo em sociedades democráticas”. “Além de banalizar um dos episódios mais sombrios da história da humanidade, alimenta posições perigosas”, alertou.