Netanyahu chama invasão do Capitólio de ato ‘vergonhoso’, que se opõe aos valores democráticos americanos

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu condenou nesta quinta-feira o ataque “vergonhoso” ao prédio do Capitólio em Washington, dizendo que a ação se opõe aos valores democráticos americanos e israelenses.

Netanyahu fez a declaração ao lado do secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, que visitou Jerusalém após uma viagem a Cartum na qual o governo sudanês assinou um compromisso para normalizar os laços com o Estado judeu.

Em sua declaração, que se somou a de outros líderes mundiais, Netanyahu condenou o ataque ao Congresso dos Estados Unidos, mas evitou citar Trump e as circunstâncias em que o ataque ocorreu.

“Por gerações, a democracia americana inspirou milhões em todo o mundo e em Israel. A democracia americana sempre me inspirou”, disse Netanyahu.

“A ilegalidade e a violência são o oposto dos valores que sabemos que os americanos e israelenses prezam. Não tenho dúvidas de que a democracia americana prevalecerá – sempre prevaleceu”, acrescentou o primeiro-ministro.

Mnuchin também condenou o ataque ao edifício do Capitólio.

“A violência que ocorreu ontem à noite no Capitólio, em Washington DC, foi completamente inaceitável. Agora é a hora de nossa nação se unir e respeitar o processo democrático nos Estados Unidos”, disse o secretário do Tesouro.

Mnuchin indicou que não renunciaria ao cargo diante do ataque ao Capitólio, como fez o vice-assessor de Segurança Nacional, Matt Pottinger, na quarta-feira.

“Estou ansioso para voltar a Washington, DC, com nosso trabalho contínuo na transição”, disse ele.

No início da manhã desta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Gabi Ashkenazi, disse que estava “chocado” com o que ocorreu um dia antes no edifício do Capitólio dos EUA por partidários de Trump.

“Fiquei chocado ao ver o ataque ao Congresso americano, um baluarte global da democracia, e isso deve ser condenado por todos. Os Estados Unidos, nosso grande e forte amigo, são um farol para a democracia e os valores de liberdade, justiça e independência”, disse Ashkenazi em comunicado.

“Estou confiante de que o povo americano e seus representantes saberão repelir este ataque e continuar a defender os importantes valores sobre os quais os Estados Unidos foram fundados”, acrescentou.

Enquanto o cerco dos manifestantes ainda estava em andamento, o líder do Yesh Atid, Yair Lapid, de oposição, divulgou uma declaração condenando a violência e foi acompanhado horas depois pelo ministro da Defesa, Benny Gantz, líder do partido Azul e Branco.