Netanyahu e Gantz chegam a acordo para formar governo de unidade de emergência; decisão causa ‘racha’ no Azul e Branco

Benjamin Netanyahu e Benny Gantz decidiram formar um governo de unidade de emergência em que o líder do Azul e Branco assumirá, primeiramente, as funções de ministro das Relações Exteriores e em setembro de 2021 substituirá o líder do Likud como primeiro-ministro. Até lá, Gantz será o novo presidente do Knesset, enquanto prosseguem as negociações para a conclusão do acordo.

A decisão de Gantz de se juntar ao Likud, de Netanyahu, causou um ‘racha’ em seu partido, o Azul e Branco, com o número 2 do bloco, Yair Lapid, rejeitando o acordo e anunciando a sua saída para a oposição. Além do Yesh Atid, de Lapid, outros partidos que apoiavam o Azul e Branco, como o Yisrael Beytenu (Israel Nossa Casa), de Avigdor Lieberman, o Meretz e a Lista Conjunta árabe também se opuseram ao acordo.

O acordo de união foi anunciado enquanto o Knesset se reunia para escolher um novo presidente da Casa, após a renúncia de Yuli Edelstein, ontem.

Gantz se ofereceu como o único candidato para presidir o Knesset, cargo que ele deverá ocupar apenas por um breve período, enquanto os termos do novo governo de unidade são finalizados. Pelo acordo alcançado, ele atuará como ministro das Relações Exteriores nos primeiros 18 meses do governo de unidade de emergência, antes de suceder Netanyahu como primeiro-ministro em setembro de 2021.

O acordo foi alcançado após intensas negociações entre representantes do Likud e do Azul e Branco.

O Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, se opôs à indicação de Meir Cohen, do Azul e Branco, para a presidência do Knesset, porque ele é do partido Yesh Atid, que se opõe à permanência do primeiro-ministro no poder. O líder de Yesh Atid, Yair Lapid, também se opõe à permanência de Netanyahu no poder e já anunciou que passará para a oposição.

Em comunicado divulgado simultaneamente pelo Likud e pelo Azul e Branco, ambos citaram a urgência de um acordo diante do avanço do coronavírus e dos pedidos de união do presidente Reuven Rivlin.

“Apelo a vocês, líderes dos principais partidos, para encontrar uma maneira de apresentar uma liderança compartilhada, uma liderança responsável, para a sociedade israelense em seu período de crise”, afirmou Rivlin. “Eu sei o quão curta é a distância entre vocês. Cada lado deve entender as linhas vermelhas do outro e ser flexível com elas e com o entendimento que temos de que não há outra alternativa que não seja a de um governo de unidade”.