No seu centenário, israelenses lembram o legado de paz deixado por Yitzhak Rabin

O estadista israelense Yitzhak Rabin completaria cem anos neste ano de 2022. Nascido em 1º de março de 1922, seu último discurso público, foi pautado pela paz e, a cada ano que passa desde aquele 4 de novembro de 1995, quando o então primeiro-ministro Itzhak Rabin foi assassinado por um extremista israelense, o legado de paz deixado por ele é lembrado e reverenciado no país.

Rabin foi assassinado pelo extremista Igal Amir num sábado à noite, no final de um gigantesco comício pela paz, na Praça dos Reis de Israel, a principal praça de Tel Aviv – hoje Praça Yitzhak Rabin -, onde centenas de milhares de israelenses se reuniram para apoiar os esforços de paz liderados por Yitzhak Rabin como primeiro-ministro e Shimon Peres como ministro das Relações Exteriores.

Rabin foi assassinado com três tiros nas costas dois anos após a assinatura dos acordos de Oslo. Os acordos, assinados em setembro de 1993, renderam a Yasser Arafat, Rabin e Shimon Peres o prêmio Nobel da Paz representando um marco pelo fim do conflito entre israelenses e palestinos.

Pelo acordo, israelenses e palestinos iniciariam negociações sobre os diversos temas básicos do conflito. Mas o processo de paz iniciado em 1993 foi interrompido com o assassinato de Rabin.

O assassinato é considerado uma das principais razões para o fracasso do acordo entre israelenses e palestinos. Outro motivo foi a série de atentados realizados na sequência pelo grupo terrorista Hamas nas grandes cidades israelenses, que deixou centenas de civis mortos.