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Nova coalizão deve ser votada no Knesset no dia 14 

O presidente do Knesset, Yariv Levin, apresentará nesta segunda-feira ao líder do Knesset Yesh Atid, Yair Lapid, a declaração de que ele pode formar um governo, dando início ao processo de manter um voto de confiança no novo governo.
A lei determina que a votação deve ocorrer dentro de sete dias do anúncio e membros do novo governo vem pressionando Levin a convocar a votação na quarta-feira (9).
No entanto, a agenda do plenário publicada do Knesset para a sessão legislativa de quarta-feira não inclui qualquer menção a uma votação sobre a posse do novo governo, tornando altamente provável que Levin convoque a votação para a próxima segunda-feira, 14 de junho.
Levin disse estar avaliando o agendamento da votação para aprovar o novo “governo de mudança” na quarta-feira, caso ocorra qualquer tentativa de impedir a formação de um novo governo.
Mas com o governo de unidade pressionando pela antecipação da data e aparentemente tendo todos os seus membros comprometidos com a coalizão, isso agora parecia improvável.
No domingo, o primeiro-ministro indicado pelo bloco de mudança, Naftali Bennett, instou o presidente do Knesset a convocar o plenário para quarta-feira para votar o novo governo.
“Isso é o que é apropriado”, disse Bennett em uma coletiva de imprensa no domingo à noite. “Eu sei que (o primeiro-ministro Benjamin) Netanyahu está pressionando para ter mais tempo para procurar desertores. Isso pode ser do interesse de Netanyahu, mas não é do interesse do Estado. E você, Yariv, jurou lealdade ao Estado, e não a uma pessoa em particular”, disse ele.
O receio da nova coalizão é que o parlamentar Nir Orbach, do Yamina, renuncie, em vez de votar contra ou favor do novo governo, noticiou o Canal 12, já que sua renúncia só entraria em vigor em 48 horas. No entanto, mesmo sem seu voto, ainda haveria 60 parlamentares apoiando a coalizão contra no máximo 59 legisladores que se opõem, permitindo que o novo governo seja empossado.
Dois parlamentares de Yamina previram no domingo que Orbach acabará votando para apoiar o novo governo – que terá o líder do partido Naftali Bennett e Lapid se revezando no cargo de primeiro-ministro – ou renunciará, mas não se oporá ativamente.
“Nir Orbach, na minha opinião, vai votar a favor deste governo e, na pior das hipóteses, ele vai renunciar”, disse o parlamentar do Yamina Abir Kara à rádio pública Kan.
O parlamentar do Yamina Amichai Chikli disse não acreditar que Orbach o seguiria na escolha de resistir a Bennett votando contra o governo.
“Falei com Orbach durante a semana. Eu acredito que ele vai renunciar ou votar a favor. Infelizmente, ele não frustrará o governo”, disse Chikli em entrevista à Rádio do Exército.
Enquanto isso, o parlamentar do Likud Miki Zohar disse que haveria uma transição de poder pacífica e ordeira.
“Tudo será feito de acordo com a lei”, disse Zohar à Rádio do Exército.
No domingo, os líderes dos oito partidos do bloco de mudança se reuniram pela primeira vez desde que a coalizão foi declarada na semana passada.
A coalizão Bennett-Lapid conta com 61 parlamentares no Knesset de 120 membros, o que significa que uma única deserção poderia impedir o bloco de obter o voto de confiança para assumir o poder: Yesh Atid (17 cadeiras), Azul e Branco (8), Yisrael Beytenu (7), Trabalho (7), Yamina (6 de seus 7 MKs), Nova Esperança (6), Meretz (6) e Ra’am (4).

Foto: Alex Kolomoisky/Pool/Flash90