Objetividade e ausência de formalismo em Israel impressionam ministro Sebastião Reis na visita ao país

Entre as muitas atividades propostas pelo seminário que a Conib, a Fisesp e o Project Interchange, do AJC, promoveram em junho deste ano, levando a Israel Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a visita à Suprema Corte israelense foi o ponto alto do programa, na opinião de Sebastião Reis, do STJ. “No meu dia a dia, influenciou muito o funcionamento da Suprema Corte, a forma de agir, de atuar, de pensar, mostrando que o nosso Judiciário tem muito a aprender ainda”, afirmou.

Para o ministro, “a Justiça parece mais próxima do cidadão, quando você vê as pessoas sem necessariamente usar terno, usar paletó e gravata, a objetividade dos procedimentos, são coisas que me impressionaram de forma muito positiva. Você ir aos encontros, às conversas e não ter um certo formalismo que existe no Brasil”. “O povo judeu é mais informal, mais prático, mais objetivo, mais direto naquilo que interessa”, disse Reis, acrescentando: “Eu acho que isso é uma coisa que temos de trazer para a nossa cultura”.

O seminário durou uma semana e ofereceu intensa programação incluindo, além de encontros com juízes da Suprema Corte de Israel, conversas com funcionários do Ministério da Justiça, analistas políticos e acadêmicos. Os participantes estiveram também em Ramallah, onde tomaram contato com a realidade local; no Yad Vashem e em locais religiosos, como a Galileia e o Muro das Lamentações.