ONU aprova resolução que ignora os laços judaicos sobre locais sagrados de Jerusalém; Brasil, EAU, Bahrein e Sudão votam com maioria, diz jornal

Cerca de 139 países das Nações Unidas aprovaram resolução que cita o Monte do Templo como um local sagrado exclusivamente islâmico, referindo-se a ele apenas por seu nome muçulmano: al-Haram al-Sharif.

Essa é uma das sete resoluções pró-palestinas e anti-Israel que o Quarto Comitê da Assembleia Geral da ONU em Nova York aprovou nesta quarta-feira.

A resolução sobre Jerusalém incluiu apenas uma rápida abordagem referente à ligação de todas as três religiões monoteístas à cidade. A resolução cita Jerusalém Oriental como cidade “ocupada”.

A República Dominicana e o Brasil, que prometeram transferir suas embaixadas para Jerusalém, apoiaram a resolução. Os países europeus que apoiaram a resolução incluem Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Finlândia, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Holanda, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Sudão, que recentemente normalizaram relações com o Estado judeu, também se juntaram à grande maioria no apoio a medidas anti-Israel no painel da ONU.

Oito países, além de Israel, votaram contra a resolução sobre Jerusalém, incluindo Austrália, Canadá, Guatemala, Hungria, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru e os Estados Unidos.

Outros 16 se abstiveram: Áustria, Bielo-Rússia, Camarões, Colômbia, República Tcheca, Honduras, Kiribati, Malauí, Papua Nova Guiné, São Tomé Príncipe, Sérvia, Eslováquia, Ilhas Salomão, Togo, Uruguai e Vanuatu.

Alguns dos que se abstiveram, como República Tcheca, Honduras, Sérvia e Malawi, falaram em realocar suas embaixadas para Jerusalém, uma medida que indica o reconhecimento da soberania israelense pelo menos sobre Jerusalém Ocidental. O Monte do Templo, bem como a Cidade Velha de Jerusalém, estão localizados na parte leste de Jerusalém.

O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse ao comitê que a resolução “ignora completamente qualquer vínculo entre o povo judeu e o Monte do Templo – nosso local mais sagrado. Isso é uma vergonha. A declarada tentativa de reescrever a história não mudará o fato indiscutível de que a conexão judaica com a cidade de Jerusalém remonta a milhares de anos”, disse ele.

“Eles também não vão mudar o fato de que hoje, nossa conexão com Jerusalém é mais forte do que nunca. Um número crescente de países está mudando suas embaixadas para Jerusalém, nossa capital unida e indivisível”, disse Erdan.

Esta ação da ONU ocorre enquanto a administração Trump aumenta seus esforços para enfatizar a ligação de Israel com Jerusalém, que é a capital do estado moderno e onde o Templo Judaico, o mais sagrado dos locais judaicos, existia nos tempos bíblicos.

“Ao contrário desta instituição, que está alheia à realidade, um número crescente de nações está reconhecendo que Jerusalém é a capital inegável do povo judeu e do Estado judeu. Como Ministro da Segurança Pública, assegurei que todas as religiões tivessem acesso aos locais sagrados de Jerusalém”, disse o embaixador.

“Nenhuma resolução aprovada aqui mudará a conexão eterna entre o povo judeu e o local mais sagrado de nossa fé – Har HaBayit, o Monte do Templo”, disse Erdan, ao usar as palavras hebraicas para o local.

“Por anos, os palestinos promoveram uma linguagem que inclui apenas o termo muçulmano de ‘Haram al-Sharif’ e exclui propositalmente o nome judaico – Monte do Templo”, disse ele.

Erdan disse aos Estados-membros da ONU que seu “apoio encorajou os palestinos a não apenas negar a conexão judaica a esses locais, mas também a negar o acesso dos muçulmanos a eles, enquanto ameaçavam com violência. Ao apoiar essas resoluções, vocês compartilham a responsabilidade por esse comportamento”, advertiu.

A resolução é o mais recente passo de uma longa batalha entre Israel e as nações muçulmanas em relação ao status de Jerusalém, particularmente o Monte do Templo, que é o terceiro local mais sagrado do Islã.