Polícia usa jatos de água para dispersar nova manifestação anti-Netanyahu em Jerusalém

A polícia usou jatos de água para dispersar uma nova manifestação em Jerusalém que pedia a renúncia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O uso de canhões de água tornou-se comum em quase duas semanas de protestos com manifestantes, a maioria jovens, pedindo a renúncia do primeiro-ministro.

Os protestos da noite desta quinta-feira e início da madrugada de sexta seguiram os mesmos trajetos, com milhares de manifestantes lotando a Praça de Paris e a rua Balfour.

A polícia deteve 55 pessoas, um número maior de detidos do que em protestos anteriores e que vêm ocorrendo em Jerusalém quase todas as noites desde o início deste mês.

O protesto desta quinta-feira à noite, que atraiu cerca de 4.000 pessoas, começou da mesma forma que outros, com manifestantes fazendo barulho e entoando frases contra Netanyahu, que está sendo julgado em três casos de corrupção.

Por volta da meia-noite, muitos dos manifestantes já haviam deixado o local, embora várias centenas permanecessem na praça, que é essencialmente um grande cruzamento com uma fonte de um lado. Depois que os manifestantes ignoraram os pedidos da polícia para deixarem o local, a manifestação foi declarada ilegal e os policiais passaram a usar jatos de água para dispersá-los.

Dezenas de policiais formaram um cordão de isolamento e ordenaram que os manifestantes saíssem pela rua Agron, que segue da praça em direção ao shopping Mamilla.

“A polícia não nos deixou ficar e também não nos deixou ir”, disse Aharon, um morador de Tel Aviv, 32 anos.

Alguns manifestantes agacharam-se atrás de árvores e carros para se abrigar dos jatos de água, enquanto outros eram forçados a deixar o local.

Dezenas de policiais entraram em Gan HaAtzmaut, obrigando os manifestantes a deixarem o local e prendendo os que se recusavam a sair.

Uma mulher disse que estava simplesmente tentando voltar para a sua casa, que fica na área dos protestos, mas ficou retida pelos jatos de água da polícia. “Eu moro aqui e não estou conseguindo chegar em minha casa”, disse Miel, 23.