crédito Robinson Aronis, Studio Aronis

Porto Alegre inaugura o Memorial da Imigração Judaico-Alemã no RS

O maior empreendimento cultural judaico das últimas décadas no Rio Grande do Sul  foi inaugurado na segunda-feira, 22 de novembro, em Porto Alegre, com a presença de autoridades consulares e do embaixador da Alemanha no Brasil. O Memorial da Imigração Judaico-Alemã no RS, idealizado pelo rabino Guershon Kwasniewski, funcionará junto à Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (SIBRA) e posteriormente poderá receber a visitação do público. A entidade foi fundada em agosto de 1936, por imigrantes judeus alemães. Além de representantes das famílias apoiadoras do projeto, estiveram presentes o Embaixador da Alemanha no Brasil, Heiko Thoms, o Cônsul-geral da Alemanha para o Sul do Brasil, Milan Andreas Simandl e o Cônsul-geral da Alemanha em Porto Alegre, Michael Serra.

O projeto, que vem sendo desenvolvido há cinco anos, conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha e o consulado geral da Alemanha em Porto Alegre e envolve uma iniciativa cultural voltada a alunos de escolas e universidades para estimular o conhecimento sobre a imigração judaico-alemã no estado.

“É uma verdadeira viagem no tempo. Colhemos depoimentos e reunimos um acervo com passaportes, passagens de navio, documentos, livros, medalhas de participação na Primeira Guerra Mundial, retratos e muitos outros objetos antigos, que resgatam não somente a história da comunidade judaica na capital, mas também o comportamento de décadas passadas, como vestimentas, a arquitetura da cidade e costumes da época”, conta o rabino Guershon. Os itens foram angariados a partir de patrimônio cedido por diversas famílias, que contribuíram também com depoimentos em vídeos, que contam a história dos imigrantes.

Segundo ele, o Memorial é resultado de um grande trabalho de pesquisa, em diferentes museus pelo mundo. “Chegamos a um modelo que reúne tecnologia e objetos físicos. Uma das atrações é uma tela interativa, em que o visitante consegue mergulhar na história a partir de uma linha do tempo com diversos acontecimentos, que vai até 2040”, destaca Guershon. O objetivo é que o memorial siga sendo alimentado e no futuro possa ser acessado remotamente.

“Mesmo antes de inaugurar já temos percebido as conexões que o Memorial está gerando. Pessoas reconhecendo familiares nas imagens e documentos, emocionadas em ver seus antepassados, antigos professores e outros que fizeram parte da história da sua família, além de tomar conhecimento de fatos importantes e decisivos”, finaliza o rabino.