Radialista é indiciado por crime de ódio a judeus

Um radialista do Amapá foi indiciado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (29) num inquérito que investigou uma mensagem de antissemitismo postada em uma rede social. O ataque foi direcionado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O antissemitismo é considerado crime de discriminação de raça, cor, etnia e religião, previsto pelo Código Penal Brasileiro, com penas de 2 a 5 anos de prisão.

O comentário tinha um fundo político, e fazia referência à relação entre o presidente do Senado, que é judeu, e o presidente da República Jair Bolsonaro..

Jota Júnior, de 46 anos, afirmou que o governo Bolsonaro tinha em seu desfavor um judeu e publicou a seguinte mensagem abaixo.

“Como pensam os judeus?”

“Os judeus são avarentos Todos, segundo o mito, são pães-duros na gíria popular. Assim, o sentido que se quer dar é de que judeus são perversos e pensam somente em seu bem-estar”.

“Tal ato de preconceito, hostilidade e discriminação não deve ser tolerado em nossa sociedade e velaremos para coibir essa prática aqui no Amapá?, disse o delegado Leandro Leite, da 6ª Delegacia de Polícia, que tomou o depoimento do radialista por vídeo conferência.

“Graças a Deus não é um crime comum no Amapá. Perdeu muita força ao longo dos anos, e acho que temos que combater e não deixar passar, especialmente por causa do Holocausto”, acrescentou o delegado.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) reagiu contra a publicação e manifestou solidariedade ao presidente do Senado. “Não aceitaremos a normalização do antissemitismo em nosso país”, afirmou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg.

Após intervenção da Conib, o Facebook removeu a publicação por ferir os princípios da plataforma.