Rivlin deve encarregar Netanyahu de formar governo no primeiro dia de seu julgamento

Após a conquista do Likud nas urnas, o presidente Reuven Rivlin deve encarregar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu da primeira tentativa de formar uma coalizão majoritária no primeiro dia (17) do julgamento do premier.

Rivlin deve encarregar Netanyahu de formar um governo em – ou antes de – 17 de março, mesmo dia em que começa o julgamento do premier.

O Comitê Central de Eleições apresentará a Rivlin os resultados finais das eleições em 10 de março, após um período de oito dias após a votação estipulada por lei, segundo informou ontem informou o gabinete do presidente.

O presidente tem sete dias para realizar consultas com os legisladores para decidir quem tem maior chance de formar um governo.

O parlamentar eleito escolhido pelo presidente terá 28 dias para formar uma coalizão majoritária de 61 parlamentares, com a possibilidade de uma prorrogação de duas semanas. Se esse escolhido falhar, Rivlin poderá atribuir a tarefa a outro membro do Knesset.

Embora seja praticamente certo de que o primeiro indicado será Netanyahu, Rivlin ainda enfrentará um desafio legal devido à situação do premier.

Rivlin encarregou Netanyahu de formar um governo pela primeira vez em cada uma das duas últimas eleições, embora ele não tenha conseguido cumprir a tarefa em nenhuma das duas ocasiões.

Netanyahu e Rivlin estiveram em desacordo no ano passado após as eleições nacionais em abril e setembro, com Rivlin criticando a retórica de campanha de Netanyahu e o primeiro-ministro acusando o presidente de favorecer Gantz.

Após sua exibição eleitoral, Netanyahu entra em território legal desconhecido, pois seus oponentes argumentam que ele não pode ser encarregado de formar um governo enquanto está sob acusação.

Netanyahu foi acusado de fraude e quebra de confiança em três casos criminais – e suborno em um deles – por ter recebido de forma ilegal presentes e trocado favores políticos por uma cobertura positiva de seu governo em um jornal.

Ele nega as acusações e as atribui como ‘caça às bruxas’ por parte de rivais políticos para forçá-lo a deixar o cargo.