Rivlin pede a Edelstein que abra o Knesset

O presidente Reuven Rivlin se juntou às fileiras de políticos que pedem ao presidente do Knesset, Yuli Edelstein, que abra o plenário e permita um debate sobre a criação de comitês, afirmando que o fechamento está minando a democracia de Israel.

“Um Knesset congelado prejudica a capacidade de Israel de agir de maneira correta e responsável durante uma emergência”, disse ele por telefone, segundo relatos.

“Não podemos deixar que esta crise, por pior que seja, prejudique a infraestrutura de nosso sistema democrático. Precisamos fazer de tudo para lidar com esta crise, mas com cuidado, para não dar um golpe fatal em nossa infraestrutura democrática”, acrescentou o presidente.

Citando a necessidade de negociações para a formação de um governo de unidade, Edelstein adiou a sessão até a próxima segunda-feira.

A decisão foi tomada depois que o presidente Rivlin encarregou Gantz de formar um governo, mas este ainda não possui uma maioria clara para formar um governo. Ele, no entanto, detém uma pequena maioria sobre o bloco de Netanyahu. Essa vantagem lhe daria a maioria no importante comitê organizador.

Um dos primeiros passos que Gantz deu foi tentar substituir Edelstein. Mas Edelstein usou seu poder de veto para impedir que a votação ocorresse até a formação dos comitês.

Ao impedir a formação do comitê organizador, Edelstein também dificulta a formação dos comitês de supervisão sobre as medidas do governo diante da crise do coronavírus.

O Likud, por sua vez, alega que, devido às regulamentações de emergência do coronavírus, o comitê deve incluir no máximo dez parlamentares, sem maioria para os dois lados.

Por outro lado, novos regulamentos no Knesset impedirão a maioria dos trabalhadores, além de legisladores e de alguns assessores parlamentares, de assumirem suas funções por causa do coronavírus.