Trump anuncia plano de paz, que prevê criação de Estado palestino e controle israelense sobre áreas da Cisjordânia

O presidente Donald Trump anunciou hoje o seu plano de paz para o Oriente Médio – um esboço de 50 páginas -, que prevê a anexação por Israel de partes da Cisjordânia, o congelamento dos assentamentos israelenses por quatro anos e a criação de um Estado palestino. Trump anunciou o plano, após receber na Casa Branca o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu e seu adversário político Benny Gantz, do partido Azul e Branco. Em reuniões separadas com Trump, ambos assinaram o acordo.

“Eu tinha que fazer mais pelos palestinos, ou não seria justo”, disse Trump, ao que Netanyahu. completou: “Se eles estiverem verdadeiramente dispostos a fazer a paz com o Estado judeu, Israel estará lá. Israel estará preparado para negociar a paz imediatamente”.

Trump disse que os Estados Unidos reconhecerão a soberania israelense sobre “qualquer território que for parte do Estado de Israel” e exigirá que os palestinos reconheçam Israel como Estado judeu e concordem em resolver a questão dos refugiados e mantê-los fora de Israel.

O plano também estabelece um estado palestino tendo Jerusalém Oriental como sua capital.

Mas Trump observou que a transição para a solução de dois Estados não apresentará “nenhum risco de segurança para Israel”.
“A paz exige compromisso, mas nunca exigiremos que Israel comprometa sua segurança”, disse ele.

Netanyahu disse em seu discurso que concordou em negociar a paz com os palestinos com base no plano de paz de Trump. O primeiro-ministro destacou que, ao elaborar o plano, Trump levou em conta regiões “que Israel necessita ter soberania para que possa se defender”

“Por muito tempo, o coração de Israel foi escandalosamente marcado como território ocupado ilegalmente”, disse Netanyahu. “Hoje, senhor presidente, o senhor está desconstruindo essa grande mentira. Está reconhecendo a soberania de Israel sobre todas as comunidades judaicas na Judeia e Samaria – grandes e pequenas”.

No entanto, Israel concordou em manter o status quo em todas as áreas que o plano de paz não designar como território israelense por quatro anos para permitir uma oportunidade de negociação. Ao mesmo tempo, conforme o plano, Israel aplicará imediatamente a soberania sobre o vale do Jordão e outras áreas que o plano reconheça como israelenses.