Vencedor do Nobel de física, Murray Gell-Mann morre aos 89 anos

Murray Gell-Mann, físico que teorizou a existência do quark e ganhou um prêmio Nobel por seu método de classificação de partículas, morreu aos 89 anos,  na sexta-feira, dia 24, segundo informou o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

Considerado um dos físicos mais importantes do século XX, o cientista judeu americano teorizou na década de 1960 que partículas subatômicas – prótons e nêutrons – eram compostas de subunidades pareadas que ele chamava de quarks.

Mais tarde, os experimentos confirmaram a existência das partículas, que continuam sendo estudadas por físicos, incluindo os do Grande Colisor de Hádrons, o mais poderoso destruidor de prótons do mundo, que atravessa a fronteira franco-suíça.

Em meio a uma explosão de pesquisas sobre o que é matéria nas décadas de 1950 e 1960, Gell-Mann criou um critério para colocar partículas em grupos de oito, baseados em características como carga elétrica e spin.

Ele chamou de “o caminho óctuplo”, afirmou o Caltech, e recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1969 pela inovação.

Nascido em Nova York em 15 de setembro de 1929, Gell-Mann foi encorajado a estudar física por seu pai e obteve o doutorado no Massachusetts Institute of Technology, em 1951. Ele ensinou no Caltech em Pasadena, Califórnia, de 1955 até sua aposentadoria em 1993.