Arábia Saudita, Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos apoiam o plano de paz de Trump

Arábia Saudita, Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos divulgaram ontem comunicados de apoio ao plano de paz do presidente Donald Trump.

“O Reino reitera seu apoio a todos os esforços que visam alcançar uma solução justa e abrangente para a causa palestina”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita.

“O Reino aprecia os esforços do governo Trump para desenvolver um plano abrangente de paz entre palestinos e israelenses e incentiva o início de negociações diretas de paz entre os dois lados, sob os auspícios dos Estados Unidos”.

A Arábia Saudita também pede que qualquer desacordo sobre aspectos do plano seja resolvido por meio de negociações “para avançar no processo de paz e alcançar um acordo que reconheça os direitos legítimos do povo palestino”.

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad Bin Salman, disse ao presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas que “nossa posição em relação à questão palestina não mudou, todos nós, árabes, estamos com vocês”. “O estabelecimento de uma paz justa e abrangente deve ser trabalhado. A paz é uma escolha estratégica, que trará uma solução permanente de reconhecimento dos direitos do povo palestino”, disse ele, segundo informou o Canal 13.

O Ministério das Relações Exteriores do Egito divulgou uma declaração semelhante, convidando as partes a considerar o plano para resolver o conflito israelense-palestino. “A República Árabe do Egito aprecia os esforços contínuos feitos pelo governo dos EUA para alcançar uma solução abrangente e justa da questão palestina, contribuindo assim para a estabilidade e a segurança do Oriente Médio, e encerrando o conflito palestino-israelense”, afirmou o ministério.

“O Egito reconhece a importância da iniciativa do governo dos EUA para alcançar a solução da questão palestina, restaurando assim ao povo palestino seus plenos direitos legítimos através do estabelecimento de um estado independente e soberano nos territórios ocupados e de acordo com legitimidade e resoluções internacionais”, diz o comunicado.

Em seguida, convocou os dois lados “a empreender uma avaliação cuidadosa e completa da proposta americana para alcançar a paz e abrir canais de diálogo, sob os auspícios dos EUA, para a retomada das negociações, a fim de apresentar suas respectivas opiniões visando um acordo que satisfaça a aspirações de ambos os povos, de alcançar uma paz justa e abrangente e promover o estabelecimento de um Estado palestino independente “.

A agência de notícias Qatari, do Catar, divulgou comunicado afirmando que “o Estado acolhe todos os esforços visando uma paz justa e duradoura nos territórios palestinos ocupados”. “O país também afirma que aprecia os esforços do presidente Trump e do atual governo dos EUA para encontrar soluções para o conflito palestino-israelense. “Todas as soluções devem ser consistentes com base no direito internacional e as resoluções relevantes da ONU”, diz a nota.

O Catar também pediu aos lados que mantenham negociações diretas. No entanto, ao contrário da Arábia Saudita e do Egito, a declaração do Catar também pede um estado palestino “dentro das fronteiras de 1967, incluindo Jerusalém Oriental”, bem como o direito de retorno dos refugiados palestinos.

O embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Yousef Al Otaiba, disse que seu país aprecia os esforços dos EUA para chegar a um acordo de paz entre Israel e palestinos. “Este plano é uma iniciativa séria que aborda muitas questões levantadas ao longo dos anos”, escreveu ele.

“O plano anunciado hoje oferece um importante ponto de partida para o retorno às negociações dentro de uma estrutura internacional liderada pelos EUA”, acrescentou. Otaiba estava entre os três embaixadores árabes que participaram da cerimônia na Casa Branca de lançamento do plano. Embaixadores de Omã e do Bahrein também participaram do evento, sinalizando laços de aproximação com Israel e de apoio às iniciativas do governo americano para solucionar o conflito.

Jordânia e Turquia, por outro lado, criticaram o plano. O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, disse em comunicado após o anúncio do plano de paz dos EUA que um “Estado palestino independente, com base nas fronteiras de 1967, alinha-se com Jerusalém Oriental como sua capital – vivendo em paz lado a lado com Israel com base na solução de dois Estados com reconhecimento dos direitos legítimos do povo palestino, de acordo com o direito internacional – é o único caminho para uma paz abrangente e duradoura”.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia divulgou nota afirmando que “o chamado plano de paz dos EUA já nasceu morto”. “Este é um plano de anexação com o objetivo de destruir a solução de dois Estados e apreender os territórios palestinos. O povo e a terra da Palestina não podem ser comprados”. “Jerusalém é nossa linha vermelha”, diz o comunicado. “Não permitiremos nenhum passo que pretenda legitimar a ocupação de Israel. Sempre apoiaremos o povo palestino e continuaremos trabalhando para uma Palestina independente em terras palestinas”.